Imagem de arquivo mostra encanamentos de gás da Nord Stream em Lubmin, na Alemanha Hannibal Hanschke/Reuters O Ministério Público da Alemanha acusou nesta quinta-feira (2) autoridades do governo ucraniano de terem ordenado a sabotagem dos gasodutos Nordstream, que ligam a Rússia ao resto da Europa, no início da guerra da Ucrânia. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Promotores federais alemães afirmaram acreditar que um cidadão ucraniano acusado de ter ligação às explosões dos gasodutos Nord Stream 1 e 2 em 2022 "agiu a mando de autoridades estatais ucranianas" para destruir as estruturas. O suspeito foi acusado formalmente pela Justiça alemã de cumplicidade em crime de guerra, interrupção de serviços públicos, provocação de explosão e destruição de infraestrutura.
Segundo os promotores, o objetivo dos ataques era interromper permanentemente o fornecimento de gás por meio dos gasodutos e impedir que a Rússia utilizasse a receita do comércio de gás natural para financiar seus esforços de guerra, disseram os promotores. Agora no g1 O ucraniano, identificado apenas como Serhii K, liderava uma equipe de mergulhadores profissionais e um especialista em explosivos, entrou na Alemanha com um passaporte ucraniano falsificado em setembro de 2022 e embarcou em um iate alugado com documentos de identidade falsos, afirmou o MP alemão. O ucraniano e seus cúmplices então transportaram grandes quantidades de explosivos de alto desempenho, adequados para uso militar, por águas internacionais até um local próximo à ilha dinamarquesa de Bornholm, de onde os fixaram nos gasodutos submarinos, de acordo com o comunicado.
No final de setembro de 2022, autoridades dinamarquesas e suecas detectaram vazamentos de gás nos dutos do Nord Stream 1 e do Nord Stream 2 Danish Defence Command/AP Serhii K foi preso na Itália em agosto de 2025 e transferido para a Alemanha em novembro. Ele nega envolvimento com as explosões. Tribunais alemães consideraram o caso sob jurisdição do país porque os gasodutos danificados terminam em Lubmin, no estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, e sua destruição afetou a segurança energética e a segurança interna da Alemanha.
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