A Americanas divulgou nesta quinta-feira (25) que não foi alvo de mandados de busca e apreensão na segunda fase da Operação Disclosure, desencadeada pela Polícia Federal (PF) em parceria com o Ministério Público Federal (MPF). A operação, realizada na manhã de hoje, visa investigar fraudes contábeis que vieram à tona em 2023.
No comunicado oficial, a empresa afirmou: "A Americanas informa que não foi alvo de mandados de busca nesta manhã e que a Operação Disclosure realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal se refere à fraude revelada em 2023. A Companhia seguirá colaborando com as investigações e é a maior interessada no esclarecimento dos fatos".
Mandados e Bloqueio de Bens
A atual fase da operação cumpriu nove mandados de busca e apreensão em diversas localidades do Rio de Janeiro e São Paulo. Adicionalmente, a 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro ordenou o bloqueio de bens e valores que podem alcançar a cifra impressionante de R$ 54 bilhões.
Entre os alvos estão os acionistas de referência Carlos Alberto da Veiga Sicupira e Paulo Alberto Lemann, além de Eduardo Saggioro Garcia, apontado como operador direto dos sócios. Executivos de instituições financeiras que mantinham relações com a Americanas também estão sendo investigados, incluindo José de Castro Araújo Rudge Júnior e Gustavo Balassiano, do Itaú Unibanco; Carlos Henrique Villela Pedras, do Bradesco; e André Juaçaba de Almeida e Alexandre Lian Abdo, do Santander.
Esquema de Fraude
A investigação da PF e do MPF aponta que ex-executivos da Americanas teriam criado um esquema para inflar artificialmente os resultados financeiros da companhia, ocultando dívidas e manipulando balanços. A fraude foi inicialmente revelada em 11 de janeiro de 2023, com inconsistências estimadas em cerca de R$ 20 bilhões, valor que posteriormente foi revisado e pode chegar a R$ 54 bilhões, de acordo com laudos periciais.
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