Quatorze pessoas perderam a vida em ataques realizados pela Rússia em diversas localidades da Ucrânia na noite de terça-feira e na quarta-feira, segundo autoridades locais.
No porto de Odesa, três vítimas fatais foram confirmadas após um "massivo" ataque com drones e mísseis, de acordo com o chefe regional Oleh Kiper. Este foi o quinto dia consecutivo em que a Rússia atacou a região.
Na cidade de Sumy, no nordeste, também foram registradas três mortes, assim como em Zaporizhzhia, no sul. Além disso, cinco outras vítimas foram reportadas em três regiões do sudeste do país.
Ucrânia ataca navios russos no Mar Negro
A Ucrânia anunciou que seus drones atingiram 20 embarcações russas, incluindo 17 petroleiros, no Mar Negro durante a mesma noite. Este ataque é parte de uma resposta a uma série de bombardeios russos, que têm se concentrado nos portos ucranianos de águas profundas, essenciais para a economia de guerra ucraniana.
A Rússia, por sua vez, confirmou os ataques em Odesa, alegando que os alvos eram infraestruturas portuárias utilizadas para a descarga de petróleo e lubrificantes. Kiper acusou a Rússia de atingir deliberadamente a população civil, informando que um prédio residencial de vários andares foi atingido por um míssil russo, resultando em mortes e feridos.
Um relatório da Missão de Monitoramento de Direitos Humanos da ONU na Ucrânia, publicado na terça-feira, revelou que pelo menos 293 civis foram mortos e 1.990 feridos em junho. A maioria das vítimas foi causada por armas de longo alcance, como mísseis e drones, que representaram 45% dos óbitos, com muitos ocorrendo longe da linha de frente, em centros urbanos como Kyiv e Dnipro.
Reestruturação no governo ucraniano
Em meio a este cenário de conflito, a Ucrânia passa por uma reestruturação significativa em seu governo, com a renúncia do primeiro-ministro e do ministro da Defesa. O presidente Volodymyr Zelensky demitiu a primeira-ministra Yulia Svyrydenko após menos de um ano no cargo, e o parlamento aprovou a moção de aceitação da renúncia na terça-feira, apesar de questionamentos sobre a justificativa para a mudança.
Serhiy Koretskyi, atual chefe da empresa estatal de petróleo e gás Naftogaz, é considerado um forte candidato para suceder Svyrydenko, com votação marcada para quinta-feira. O ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, que tem sido reconhecido por modernizar as forças armadas ucranianas, também postou uma declaração de renúncia nas redes sociais, afirmando que foi uma grande honra servir como ministro.
Enquanto isso, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, chegou a Kyiv para discutir a cooperação entre as indústrias de defesa europeias e ucranianas, além do caminho da Ucrânia para a adesão à União Europeia. O conflito teve início em fevereiro de 2022, quando o presidente russo Vladimir Putin lançou uma invasão em larga escala na Ucrânia.
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