O ativista indiano Sonam Wangchuk completou 17 dias de greve de fome em Nova Délhi, exigindo que o governo do primeiro-ministro Narendra Modi inicie um diálogo sobre a recente crise no sistema educacional do país. Wangchuk, que já perdeu mais de 8 quilos desde o início de sua manifestação, protesta contra o ministro da Educação, Dharmendra Pradhan, após um escândalo de vazamento de provas que afetou cerca de 2,2 milhões de estudantes que se preparavam para exames de admissão em medicina.
Crise educacional e protestos
O escândalo das provas vazadas não apenas levantou questões sobre a responsabilidade do ministro da Educação, mas também resultou em desespero entre os estudantes, com alguns casos de suicídio registrados. Apesar das crescentes críticas e da pressão da oposição, o governo do Partido Bharatiya Janata (BJP) tem se mantido firme, rejeitando pedidos de renúncia de Pradhan e ignorando os protestos dos estudantes e ativistas.
O fundador do grupo político jovem Cockroach Janta Party, que apoia Wangchuk, expressou preocupações sobre a saúde do ativista, que apresenta níveis de açúcar no sangue perigosamente baixos e perda de massa muscular. “Não me peça para encerrar minha greve de fome. Pergunte ao governo por que eles não querem dialogar”, afirmou Wangchuk em uma declaração recente.
Indiferença do governo e convocação à ação
Abhijeet Dipke, fundador do Cockroach Janta Party, criticou a falta de resposta do governo, destacando a importância do trabalho de Wangchuk para a reputação global da Índia. Ele declarou: “O governo não enviou nenhum ministro ou delegação para falar com ele. A indiferença do governo é profundamente lamentável.”
Em resposta à situação, o Cockroach Janta Party está convocando estudantes, pais e cidadãos de todo o país a se juntarem a uma marcha pacífica de Jantar Mantar até o Parlamento no dia 20 de julho, em apoio a Wangchuk e à causa dos estudantes.
Enquanto isso, o governo enfrenta críticas adicionais devido a um incidente internacional que resultou na morte de um marinheiro indiano em um ataque a petroleiros dos Emirados Árabes Unidos no Estreito de Ormuz, elevando ainda mais as tensões em um momento já delicado.
A situação de Wangchuk e os protestos em Nova Délhi refletem uma crescente insatisfação pública com a administração atual, onde a educação e a saúde dos jovens se tornaram questões centrais nas discussões políticas do país.
Comentários (0)
Entre ou cadastre-se para comentar.