O Banco Central (BC) revisou sua expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026, elevando a projeção de 1,6% para 2%. A nova estimativa foi divulgada no Relatório de Política Monetária referente ao segundo trimestre, apresentado nesta quinta-feira (25).
A revisão ocorre mesmo em um cenário de juros altos e os impactos da recente elevação nos preços do petróleo, além da instabilidade provocada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, que recentemente chegou a um acordo de paz. Segundo a autoridade monetária, a correção para cima é atribuída, em grande parte, a “estímulos de natureza fiscal e creditícia”.
“A revisão decorre principalmente da surpresa positiva no resultado do primeiro trimestre e da melhora nas perspectivas para agropecuária e indústria extrativa. Também reflete a expectativa de maior dinamismo na demanda interna e nos setores mais sensíveis ao ciclo econômico, em grande parte associada a estímulos de natureza fiscal e creditícia”, afirmou o BC.
Em um ano eleitoral, o governo tem implementado diversas linhas de crédito com condições favoráveis, direcionadas a caminhoneiros, taxistas, microempreendedores, reformas de imóveis e renegociação de dívidas. Essas medidas têm contribuído para o aumento da atividade econômica.
A manutenção da taxa Selic em 14,25% ao ano, considerada restritiva, é uma consequência do aumento na oferta de crédito, mesmo após três cortes consecutivos. O BC destaca que, embora os efeitos mais claros dos juros altos tenham se concentrado nos preços, o conflito no Oriente Médio ainda gera incertezas nas projeções de crescimento.
Apesar do aumento na previsão de crescimento do PIB para este ano, a instituição estima que a economia deve desacelerar em comparação a 2025, quando foi registrado um crescimento de 2,3%. Caso essa projeção se confirme, será o menor crescimento desde 2020.
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