Um grupo de borboletas tropicais, pertencentes à tribo Heliconius, pode ter evoluído uma forma especial de prolongar a saúde e a longevidade, conforme um estudo liderado pela Universidade de Bristol e publicado na revista Nature Communications.
Essas borboletas, encontradas nas florestas tropicais da América Central e do Sul, são consideradas algumas das mais longevas entre os lepidópteros, podendo viver várias vezes mais do que espécies relacionadas. Enquanto a maioria das borboletas adultas vive apenas algumas semanas, algumas espécies de Heliconius podem sobreviver até um ano, com a Heliconius hewitsoni atingindo um máximo de 348 dias, em contrapartida à Dione juno, que vive apenas 14 dias.
Envelhecimento Lento
Os pesquisadores, em colaboração com o Instituto Smithsonian de Pesquisa Tropical no Panamá, descobriram que a Heliconius hecale, por exemplo, não apresenta sinais evidentes de declínio físico à medida que envelhece. Utilizando um teste de força de aderência, foi observado que borboletas mais velhas mantinham desempenho semelhante ao de indivíduos mais jovens, ao contrário de Dryas iulia, que mostrou um claro declínio relacionado à idade.
Alimentação por Pólen
A capacidade das Heliconius de se alimentarem de pólen, uma prática incomum entre borboletas, é um dos fatores sugeridos para explicar sua longevidade. Contudo, o estudo revelou que mesmo sem o pólen na dieta, a H. hecale ainda apresentava uma vida significativamente mais longa do que suas parentes que não se alimentam de pólen.
Um Novo Modelo para a Pesquisa sobre Longevidade
Os pesquisadores acreditam que a Heliconius pode se tornar um modelo importante para entender os mecanismos biológicos por trás do envelhecimento saudável. A Dra. Jessica Foley, autora principal do estudo, destaca que a variação na longevidade entre os insetos é extrema, e a descoberta sobre as Heliconius oferece uma oportunidade única para investigar como a evolução pode influenciar a duração da vida e o envelhecimento.
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