A campanha liderada por Nigel Farage contra a Organização Mundial da Saúde (OMS) está se transferindo para os Estados Unidos, agora com uma nova diretoria composta por lobbistas. Isso levanta questionamentos sobre a ligação do líder do Reform UK com um grupo de pressão americano.
A iniciativa, chamada Action on World Health, cofundada por Farage, está se estabelecendo no estado de Delaware como uma fundação beneficente e uma organização sem fins lucrativos de base. Para sua nova fase, foram recrutados Andy Wigmore, amigo de longa data de Farage e defensor do Brexit, e Gerry Gunster, um estrategista político e lobista americano que atuou na campanha de saída da União Europeia de Farage em 2016.
Objetivos da campanha
Farage ocupa a posição de presidente honorário da Action on World Health, que defende a substituição da OMS, alegando que a entidade está excessivamente alinhada com a China, comprometida por financiamentos privados e inclinada à esquerda política.
A decisão de mudar a campanha para os EUA e buscar doações em dólares surge após Farage ter passado uma quantidade significativa de tempo no país desde que se tornou membro do Parlamento em julho de 2024, realizando pelo menos 10 viagens ao longo desse período.
Financiamento e polêmicas
O site do grupo agora solicita doações via cartão de pagamento ou conta bancária dos EUA e disponibiliza um formulário para que pessoas de todo o mundo contatem seus representantes políticos sobre a OMS, embora não haja opção para cidadãos britânicos. Sob a administração de Donald Trump, os EUA já se retiraram da OMS, que coordena as respostas globais a pandemias e outras ameaças à saúde.
Cabe destacar que a Action on World Health tem laços com a indústria da nicotina, conforme revelado por investigações anteriores. O cofundador David Roach, que também é candidato a eleições locais pelo Reform UK, teve sua empresa envolvida com lobbies em favor de produtos de nicotina e vaping.
A OMS já acusou a Action on World Health de disseminar desinformação sobre seu tratado internacional para melhorar a preparação global para pandemias. A falta de regras mais rigorosas sobre os empregos paralelos de parlamentares foi criticada por representantes de grupos de monitoramento.
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