Um novo levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) revela que o Brasil conta com 6,2 milhões de jovens entre 14 e 24 anos que não estudam nem trabalham, representando 18,7% dessa faixa etária. O número aumentou 12,7% em relação a 2025, quando eram 5,5 milhões.

No total, o Brasil abriga 32,9 milhões de jovens, dos quais apenas 13,9% estão empregados. Por outro lado, 12,8 milhões se dedicam exclusivamente aos estudos e 4,3 milhões conseguem conciliar trabalho e aprendizado.

Desemprego e instabilidade

A taxa de desemprego entre jovens de 18 a 24 anos é de 13,8%, mais do que o dobro da média nacional, que é de 5,8%. Entre adolescentes de 14 a 17 anos, essa taxa chega a 25,1%. Apesar de 57,8% dos jovens empregados estarem em vagas formais, a maioria ocupa funções que exigem pouca qualificação.

Os salários também refletem essa realidade: 7,8 milhões de jovens recebem até um salário mínimo e meio, enquanto 2,7 milhões ganham até um salário mínimo. As profissões mais comuns incluem balconistas e vendedores, escriturários e auxiliares da construção civil.

Troca frequente de empregos

A instabilidade no emprego é acentuada pelo fato de que 52% dos adolescentes de 14 a 17 anos não permanecem mais de um ano na mesma função. O fenômeno do 'job hopping' se tornou comum entre a geração Z, que busca aprendizado rápido e flexibilidade em vez de estabilidade a longo prazo.

Especialistas indicam que essa mudança reflete não apenas a busca dos jovens por melhores oportunidades, mas também um mercado de trabalho que se torna cada vez mais instável e desprovido de garantias.