O chefe do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, Markwayne Mullin, afirmou que comemorou a eliminação da seleção iraniana da Copa do Mundo, afirmando que "dançou uma dança de felicidade" ao saber que o time não avançaria mais na competição.

A seleção do Irã foi eliminada da Copa do Mundo após não conseguir se classificar para a fase de grupos devido a um gol marcado no tempo adicional, que foi anulado por um impedimento marginal em sua partida contra o Egito. O treinador Amir Ghalenoei declarou que sua equipe foi a "mais oprimida" do torneio, em meio ao contexto de tensões entre o Irã e os Estados Unidos e Israel.

Dificuldades enfrentadas pelo Irã durante a competição

Antes do início da Copa do Mundo, a base de treinamento do Irã foi transferida de Arizona para Tijuana, no México, e a equipe enfrentou diversas restrições de viagem. Apesar de um empate em 1 a 1 contra o Egito, o Irã ainda tinha chances de se classificar como um dos oito melhores terceiros colocados. No entanto, sua eliminação foi confirmada após um empate emocionante entre Argélia e Áustria por 3 a 3 no domingo.

Em entrevista a jornalistas na segunda-feira, Mullin expressou seu contentamento: "Estou apenas feliz que eles terminaram e não voltarão. Fiquei tão feliz quando conseguimos cancelar os vistos deles e disseram que poderiam deixar o solo dos EUA. Eu posso ter até cantado uma música ou talvez dançado uma dança de felicidade". O secretário destacou que a seleção iraniana foi a única que exigiu mais tempo de atenção das autoridades durante o torneio.

Restrições e críticas do treinador iraniano

Os jogadores iranianos só foram autorizados a entrar nos EUA um dia antes de suas duas primeiras partidas e tiveram que deixar o país no mesmo dia dos jogos, de acordo com as condições de seus vistos. Essas restrições foram amenizadas para o último jogo do grupo em Seattle, permitindo que a equipe chegasse dois dias antes, mas, após a partida de sábado, tiveram que retornar a Tijuana.

O treinador Ghalenoei criticou o tratamento recebido pelos anfitriões do torneio, afirmando que os EUA "nos trataram muito injustamente" e que sua equipe teve menos da metade do tempo necessário para treinar adequadamente. O capitão do Irã, Mehdi Taremi, também comentou sobre a situação, dizendo: "Esse tipo de tensão prejudica a alegria da Copa do Mundo. Senti a tensão desde o primeiro momento em que chegamos".