Cerca de 17 milhões de mulheres no Brasil estão passando pelo climatério, que é a fase de transição entre a vida reprodutiva e a não reprodutiva. Esse período é caracterizado pela diminuição progressiva da produção de estrogênio e progesterona, resultando em sintomas que podem afetar a qualidade de vida, como ondas de calor, alterações no sono, mudanças de humor e ressecamento vaginal.
Apesar da existência de tratamentos eficazes, como a terapia de reposição hormonal, muitas mulheres hesitam em iniciar ou buscam a terapia em estágios avançados, devido ao medo dos riscos ou à desinformação. A ginecologista Maria Celeste Osório, em entrevista ao programa Bem-Estar, destaca que a terapia hormonal é o tratamento mais eficaz para aliviar os sintomas do climatério e da menopausa quando utilizada de forma apropriada.
Diferenças entre climatério e menopausa
É importante esclarecer que climatério e menopausa não são sinônimos. A menopausa refere-se ao momento da última menstruação, enquanto o climatério abrange todo o período de transição, que inclui os anos antes e depois da menopausa. Durante essa fase, a atividade ovariana diminui, levando a uma redução na produção dos hormônios femininos.
Os primeiros sintomas do climatério podem aparecer anos antes da última menstruação, e incluem alterações no ciclo menstrual, ondas de calor, suor noturno, insônia, irritabilidade, ansiedade, oscilações de humor, ressecamento vaginal e dor durante as relações sexuais. Muitas mulheres buscam atendimento devido a alterações de humor ou insônia, frequentemente sem relacionar esses sintomas ao climatério.
Tratamento e riscos associados
O diagnóstico do climatério é baseado principalmente na história clínica e nos sintomas apresentados pela paciente, já que exames hormonais têm utilidade limitada nesta fase, devido à variação dos níveis hormonais. A terapia de reposição hormonal é indicada para aliviar sintomas que afetam a qualidade de vida e deve ser iniciada na chamada
Comentários (0)
Entre ou cadastre-se para comentar.