Empreendedor supera o passado nas ruas e cria pimenta de sucesso no interior de SP Uniformizado, de bicicleta e com uma caixa cheia de molhos de pimenta, D'jã Diego Cobos Melo, de 50 anos, percorre diariamente as ruas de Presidente Prudente (SP). Conhecido como Diego El Cabron, ele produz atualmente 25 sabores diferentes de pimentas entre molhos, conservas e versões em pó. Todos os dias, percorre quilômetros oferecendo os produtos de porta em porta, sempre com o uniforme que considera parte da própria identidade.
📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Aos 50 anos e em entrevista exclusiva ao g1, Diego afirma que a maior conquista não é viver da venda das pimentas, mas completar, no próximo dia 12 de julho, seis anos de sobriedade. Antes de se tornar empreendedor graças ao dote culinário, ele enfrentou um longo período de dependência química, tentou o suicídio e passou cerca de oito anos vivendo em situação de rua. "Viver um dia de cada vez é maravilhoso.
Hoje eu falo que quero ficar sóbrio até o meu último dia. É bem melhor", expressa. LEIA TAMBÉM Há mais de um século, Shokonsai mantém a tradição de homenagear os antepassados no único Cemitério Histórico Japonês do Brasil Sirene instalada há mais de 70 anos segue como tradição no comércio de cidade do interior de SP Dirigir com calçados inadequados gera mais de 450 multas no oeste e centro-oeste paulista ‘Tem mais gente no estádio do que na minha cidade’: brasileira descreve sensação de trabalhar na Copa do Mundo Empreendedor supera o passado nas ruas e cria marca de pimenta de sucesso no interior de SP D'jã Diego Cobos Melo/Arquivo Pessoal Vida A infância de Diego foi simples, mas cercada pelo carinho da família.
Ainda jovem, aprendeu a cozinhar observando a mãe e a avó na cozinha. O gosto pela culinária o acompanhou por muitos anos, até que uma sequência de perdas mudou completamente o rumo da sua história. Primeiro veio a morte da mãe.
Pouco tempo depois, a irmã também faleceu. Sem conseguir lidar com o luto, Diego encontrou nas drogas uma forma de fugir da dor. O que começou como uma tentativa de aliviar o sofrimento acabou se transformando em uma dependência que consumiu praticamente toda a sua vida.
Sem vínculos familiares, sem trabalho e sem perspectivas, ele passou a viver nas ruas de Presidente Prudente. "Eu fui morar na rua achando que eu seria livre. A insanidade da droga fez isso comigo.
E eu não percebia que eu tinha uma doença chamada adicção. Ela era tão progressiva que chegou a um ponto de eu perder minha dignidade e morar na rua, porque eu não queria que minha família visse o meu estado de degradação", explica. O vício se agravou com o passar dos anos, resultou em uma tentativa de suicídio e o levou a viver cerca de oito anos em situação de rua.
Foi nesse período que, segundo ele, perdeu praticamente tudo: "O crack acabou com tudo que eu tinha, desde questão material, emocional, psicológico... tudo". Mesmo vivendo nas ruas, encontrou uma forma de sobreviver.
Em vez de pedir dinheiro, escrevia poesias, vendia livros "por um sorriso" e também paçoquinhas nos semáforos da cidade. "Eu fazia as pessoas rirem das lágrimas da vida, e eu consegui me sustentar dessa maneira.
Comentários (0)
Entre ou cadastre-se para comentar.