Uma comissão foi estabelecida para investigar graves denúncias de assédio e agressão na fábrica da Midea, uma multinacional chinesa localizada em Pouso Alegre, Minas Gerais. A decisão foi tomada em uma reunião de urgência que ocorreu esta semana em Belo Horizonte, reunindo representantes do Ministério do Trabalho, da empresa e de entidades sindicais.
O caso ganhou notoriedade após a denúncia de que um funcionário teria sido agredido por um gestor, que supostamente utilizou socos e uma borracha de vedação de geladeira como instrumentos de ataque. A peça, que é produzida na própria fábrica, é feita de PVC e, após a inserção de um ímã de ferro, pode pesar entre um quilo e um quilo e meio, conforme explicou Laércio Diego Maia, um operador de máquinas presente no setor.
A Midea anunciou o afastamento imediato do gestor suspeito, que é de nacionalidade chinesa. Carlos Calazans, superintendente regional do Trabalho em Minas Gerais, destacou que a proteção do funcionário que denunciou as agressões está assegurada, e garantiu que ele não sofrerá retaliações. “A situação é grave e não pode se repetir em nenhuma empresa”, declarou Calazans.
Investigação e melhorias nas condições de trabalho
A comissão recém-formada tem como missão investigar as denúncias, avaliar as condições laborais e propor medidas de melhoria no ambiente de trabalho da fábrica. Reuniões estão programadas entre representantes da Midea, do sindicato e da Superintendência Regional do Trabalho para tratar do assunto.
Marco Antônio de Jesus, presidente da Federação dos Metalúrgicos de Minas Gerais, considerou a reunião com as autoridades como um passo positivo e se comprometeu a acompanhar de perto a apuração. Ele ressaltou a importância de discutir não apenas a agressão, mas também outras questões relacionadas às condições de trabalho.
A Midea reafirmou em nota que não tolera qualquer forma de violência em suas instalações e está colaborando plenamente com as investigações.
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