A picanha é um dos cortes mais valorizados no churrasco brasileiro, mas muitos churrasqueiros cometem um erro comum que pode afetar a qualidade da carne: o excesso de sal grosso. Especialistas em churrasco explicam que a quantidade, o momento da aplicação e o tempo na brasa são fatores cruciais para manter a suculência do corte.

Erros comuns no uso do sal grosso

De acordo com açougueiros e especialistas, o problema não reside no uso do sal, mas sim na quantidade e na maneira de utilizá-lo. Quando aplicado em demasia ou deixado por muito tempo sobre a carne antes do preparo, o sal pode provocar a perda de umidade da superfície, resultando em uma picanha mais seca.

Para evitar esse erro, a recomendação é aplicar uma camada uniforme de sal grosso pouco antes de colocar a picanha na brasa. Isso ajuda a realçar o sabor natural da carne sem formar uma crosta espessa. Uma camada fina distribui o tempero de maneira equilibrada e minimiza o desperdício, dispensando a necessidade de retirar grandes quantidades de sal após o cozimento.

A importância da brasa e do descanso

Além do tempero, a forma como a carne é preparada também influencia no resultado final. O processo deve iniciar com uma brasa forte para selar rapidamente a picanha e criar uma crosta dourada. Após essa etapa, a carne deve ser cozida em calor moderado até atingir o ponto desejado. Esse método ajuda a preservar os sucos internos e diminui o risco de ressecamento.

Outro ponto importante é o descanso da carne após ser retirada da churrasqueira. É recomendado que a picanha descanse por alguns minutos antes de ser fatiada. Esse intervalo permite que os líquidos se redistribuam pelas fibras da carne, resultando em fatias mais macias e suculentas. O corte deve sempre ser feito no sentido contrário das fibras para facilitar a mastigação.

Com a quantidade certa de sal, uma boa brasa e o tempo adequado de descanso, a picanha pode manter sua maciez e proporcionar um churrasco muito mais saboroso.