MOMBASA — A Conferência Nossa Oceano, realizada pela primeira vez na África, encerrou-se em Mombasa, cidade portuária na costa do Oceano Índico, com a participação de 6.000 delegados. O evento, que ocorreu sob o tema “Nosso Oceano, Nosso Patrimônio, Nosso Futuro”, concentrou-se em aumentar as proteções marinhas, fortalecer a segurança no mar, desenvolver economias azuis sustentáveis e abordar questões como poluição marinha e mudanças climáticas.
Durante os três dias de conferência, mais de 104 participantes, incluindo governos, organizações sem fins lucrativos, instituições e o setor privado, anunciaram compromissos que mobilizarão um total de US$ 6,4 bilhões. John Kerry, ex-secretário de Estado dos EUA e fundador da conferência, destacou a importância de ações concretas. “Quando lançamos esta conferência em 2014, queríamos mais do que discursos; desejávamos que as pessoas trouxessem à mesa anúncios específicos sobre o que fariam e quanto custariam”, declarou na cerimônia de abertura em 17 de junho.
Compromissos e Ações Futuras
A transformação da ambição em ação foi um tema recorrente ao longo do evento. O presidente do Quênia, William Ruto, enfatizou na cerimônia de encerramento em 18 de junho: “Não viemos a Mombasa para adicionar nossos nomes a uma lista interminável de promessas. Viemos para mudar a maré.” Ele ressaltou que o verdadeiro legado da conferência deve ser medido não pelas promessas feitas, mas pelas ações concretas que serão realizadas nos oceans.
O Quênia apresentou mais de 40 compromissos respaldados por iniciativas que visam garantir um futuro sustentável para os oceanos e suas comunidades.
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