O tráfego pelo Estreito de Hormuz aumentou na última semana, mas a confiança dos armadores permanece abalada após um ataque a um navio na costa de Omã. O incidente, que ocorreu na quinta-feira, gerou preocupação entre os proprietários de embarcações, levando muitos a reconsiderar suas decisões de transitar pela região.

Na manhã de sexta-feira, horário local, dois petroleiros transportando petróleo estavam deixando o estreito, enquanto quatro superpetroleiros vazios se aproximavam da costa de Omã, conforme dados de rastreamento de embarcações monitorados pela Bloomberg.

Embora o tráfego tenha mostrado sinais de recuperação, o ataque ao navio de contêiner Ever Lovely fez com que alguns armadores optassem por aguardar informações adicionais sobre a segurança da navegação na área. Segundo fontes do setor, ao menos uma empresa de transporte marítimo baseada na Ásia cancelou planos anteriores de travessia e instruiu sua equipe a permanecer em terra.

Em resposta ao ataque, a Organização Marítima Internacional (IMO) decidiu suspender a evacuação de embarcações no Golfo Pérsico. O secretário-geral da IMO, Arsenio Dominguez, afirmou que a pausa foi necessária para garantir uma abordagem coordenada e a segurança da navegação, até que mais informações sobre a situação sejam obtidas.

Apesar do ataque, o tráfego não foi totalmente interrompido, e milhões de barris de petróleo passaram pelo Estreito de Hormuz na última semana, alimentando esperanças no mercado de que os piores momentos da interrupção de suprimentos já tenham ficado para trás. No entanto, as incertezas sobre as condições de navegação ainda persistem.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou na quinta-feira, via Telegram, que embarcações no corredor sul foram instruídas a retornar. A empresa de inteligência marítima Windward identificou cinco embarcações com comportamentos consistentes com essa afirmação.