No 119º dia de conflito no Irã, Israel prossegue com ataques na região sul do Líbano, enquanto o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu reafirma que as forças armadas israelenses "não vão se retirar" das áreas ocupadas. Israel ocupa atualmente cerca de um quinto do território libanês.
O cenário se desenrola em meio a avanços nas negociações para um acordo de paz provisório entre os Estados Unidos e o Irã, que visa encerrar a guerra entre EUA e Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro.
Desenvolvimentos no Irã
O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (OIEA), Rafael Grossi, anunciou que inspetores da OIEA terão acesso ao Irã conforme o Memorando de Entendimento (MoU) entre os EUA e o Irã. Grossi comentou em uma coletiva de imprensa no Japão: "Há um acordo e, para cumprir isso, a OIEA precisará ter acesso e realizar inspeções. Esperamos estar lá em breve."
Além disso, a Organização Marítima Internacional (IMO) suspendeu as operações de escolta de navios pelo Estreito de Ormuz após um ataque a um navio, levantando preocupações sobre a estabilidade do acordo preliminar para acabar com a guerra. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã advertiu os navios a não transitarem pelo estreito sem autorização.
Notícias do Líbano
Na última quinta-feira, dois homens foram mortos e um ferido em um ataque israelense na cidade de Mayfadoun, no distrito de Nabatieh, conforme reportado pela Agência Nacional de Notícias do Líbano. Outro ataque aéreo israelense atingiu a localidade de Nabatieh al-Fawqa.
As delegações israelense e libanesa, por sua vez, continuarão suas discussões nesta sexta-feira, de acordo com um funcionário do Departamento de Estado dos EUA.
Impactos na Economia Global
Enquanto isso, a Índia anunciou o fim das restrições à comercialização de gás liquefeito de petróleo (GLP), e a Saudi Aramco retomou o carregamento de petróleo em seu terminal de Ras Tanura após uma pausa de quase quatro meses.
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