Um tribunal na Alemanha sentenciou um casal iraquiano a longas penas de prisão, incluindo a prisão perpétua para o homem, em decorrência da escravidão e abuso de duas meninas yazidis. A decisão foi proferida na segunda-feira, 13 de julho de 2026, em um caso que destaca a gravidade dos crimes cometidos pelo grupo extremista conhecido como Estado Islâmico.

A Procuradoria Pública Federal da Alemanha acusou o casal, identificado como Twana H.S. e Asia R.A., de crimes de guerra, genocídio e crimes contra a humanidade, além de abuso sexual de crianças. Enquanto o homem foi condenado a uma pena de prisão perpétua, sua ex-parceira recebeu uma sentença juvenil de nove anos e meio.

Acusações e evidências apresentadas no tribunal

O tribunal conseguiu provar que os réus escravizaram e estupraram duas meninas yazidis, atuando como membros do Estado Islâmico — grupo que, segundo diversas nações, incluindo a Alemanha, foi responsável por genocídio contra a população yazidi na Síria e no Iraque. Os réus adquiriram as meninas como escravas no Iraque, sujeitando-as a trabalho forçado e tortura, com o homem sendo identificado como o responsável pelos abusos sexuais.

“A violência monstruosa está tão distante de qualquer sentido de humanidade que parece irreal”, afirmou um representante da Procuradoria Pública Federal durante o julgamento.

O julgamento e as reações dos réus

A ex-parceira, atualmente com 30 anos, pediu desculpas durante o processo judicial, enquanto seu ex-marido optou por não se manifestar em tribunal. O casal foi preso em abril do ano passado, no estado da Baviera, onde residia.

Este caso é um dos muitos que refletem a necessidade de responsabilização por atrocidades cometidas durante os conflitos no Oriente Médio. A condenação do casal não apenas busca justiça para as vítimas, mas também serve como um alerta sobre as consequências das ideologias extremistas e a necessidade de proteção para populações vulneráveis.