O jogador português Cristiano Ronaldo gravou uma mensagem em vídeo para Andrés Mieles, um garoto de 12 anos da Venezuela que perdeu os pais durante os terremotos que atingiram o país. O jovem, que teve uma das pernas amputadas, recebeu o vídeo na sexta-feira (3.jul.2026), e a gravação rapidamente se espalhou pelas redes sociais.

De acordo com o jornal venezuelano El Nacional, Mieles foi resgatado com vida após 80 horas de buscas em Caraballeda, após os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorridos na quarta-feira (24.jun). Ele segue internado no Hospital Miguel Pérez Carreño, onde recebe cuidados médicos.

Assista ao vídeo (35s):

A mensagem de Ronaldo chegou até Mieles por meio do influenciador Armando Poyo, que levou um celular ao hospital onde o menino estava internado. Na gravação, o jogador, que vestia a camisa da seleção de Portugal, que representará na Copa do Mundo de 2026, disse: “Faço este vídeo para te mandar um abraço. Sei que você é superfã. Quando você melhorar, quero te convidar para assistir a um jogo e se divertir.” Ao final, Ronaldo complementou: “Eu adoraria te conhecer. Um abraço, amigo.”

O contato com o jogador se tornou possível após a repercussão do caso nas redes sociais. Segundo a reportagem, cerca de uma semana e meia antes, um usuário identificado como Juan Kassabji havia postado na rede X a história de Mieles, junto com um pedido para receber uma figurinha do craque português.

Terremotos na Venezuela

Dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela na quarta-feira (24.jun), causando devastação significativa. A vice-presidente do país, Delcy Rodríguez, informou que o número de mortos já soma 2.595. Os tremores ocorreram a oeste de Caracas e derrubaram vários edifícios na capital.

O epicentro do primeiro terremoto foi localizado a 24 km a leste-nordeste de San Felipe, a uma profundidade de 21,8 km. O segundo tremor teve seu epicentro a 23 km ao sudeste de Yumare, a uma profundidade de 10 km. Ambos os eventos foram classificados pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) como alerta vermelho, o nível mais alto de risco.

Além das fatalidades, Delcy Rodríguez também relatou que há ao menos 12.400 feridos e 855 desabrigados em decorrência dos sismos. O governo venezuelano já estabeleceu contato com o Banco Interamericano de Desenvolvimento e o Banco Mundial, que ofereceram ajuda não reembolsável e linhas de crédito para a recuperação.

Atualmente, a Venezuela enfrenta uma crise humanitária. Informações da ONU, divulgadas em 30 de junho, indicam que milhares de desabrigados enfrentam dificuldades para encontrar abrigo e há risco de surtos de doenças infecciosas na população afetada.