Autoridades de diferentes níveis da China, Índia e Paquistão marcarão presença no funeral do aiatolá Ali Khamenei, que ocorrerá nesta semana no Irã. O evento representa uma oportunidade para o regime iraniano reafirmar seus laços diplomáticos e projetar estabilidade interna.

Visitas de líderes estrangeiros

O primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz Sharif, viajará ao Irã nos próximos dias para apresentar suas condolências pela morte de Khamenei, conforme anunciado pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão nesta quinta-feira (2).

Além de Sharif, He Wei, vice-presidente do Comitê Permanente do Congresso Nacional do Povo da China, representará Pequim no funeral, segundo informações do Ministério das Relações Exteriores da China.

O vice-ministro das Relações Exteriores da Índia, Shri Pabitra, e o governador do estado de Bihar, Syed Ata Hasnain, também estarão presentes, conforme declarado pelo Ministério das Relações Exteriores indiano.

Expectativa de convidados e desinteresse de líderes

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, expressou a expectativa de que convidados de cerca de 100 países compareçam ao funeral, incluindo chefes de governo, presidentes de parlamentos e ministros das Relações Exteriores.

Entretanto, apesar da expectativa, poucos líderes estrangeiros devem comparecer. Além de Nawaz Sharif e do presidente da Geórgia, Mikheil Kavelashvili, que a agência de notícias Tasnim confirmou como presente, a maioria dos países, como Índia e China, optou por enviar autoridades de alto escalão em vez de líderes máximos.

O evento também contará com a presença de dois altos funcionários do Talibã, incluindo o vice-primeiro-ministro do Afeganistão e o ministro das Relações Exteriores interino.

O funeral de Khamenei, que foi adiado por um longo período, é considerado uma oportunidade crucial para o regime iraniano. O governo espera que o evento não apenas reforce suas relações internacionais, mas também transmita uma mensagem de unidade e estabilidade em um momento delicado para o país.

Além disso, a presença de dignitários de diferentes nações pode indicar um esforço do Irã para solidificar alianças em meio a desafios regionais e internacionais, especialmente em relação às tensões com os Estados Unidos.