A senadora democrata Elizabeth Warren expressou preocupação com as fusões corporativas autorizadas durante a administração de Donald Trump, ressaltando que tais acordos, incluindo um que pode unir dois dos maiores meios de comunicação dos Estados Unidos sob o comando de uma família alinhada ao ex-presidente, podem ser desfeitos no futuro.

Em entrevista, Warren afirmou: "Após 2028, teremos novos protagonistas em Washington, e todos que estão envolvidos nessa frenética onda de fusões atualmente estão cientes disso". A senadora mencionou que as transações em curso ocorrem à sombra de uma possível revolta política contra grandes corporações que acreditam poder dominar setores, aumentar preços e extrair lucros sem serem responsabilizadas.

Recentemente, o Departamento de Justiça aprovou a fusão de US$ 111 bilhões entre Warner Bros Discovery, controladora da CNN e HBO, e a Paramount Skydance, que inclui a CBS News e é controlada pela família Ellison. Essa fusão levantou temores sobre a possibilidade de Larry Ellison, aliado de Trump, e seu filho, David, reorientarem a cobertura da CNN para favorecer o ex-presidente.

Warren alertou que, se as redes forem realmente combinadas sob a direção dos Ellison, isso significará que "há um único tomador de decisão que decide o que é importante e o que não é" em dois dos maiores veículos de imprensa do país. Ela criticou a influência que essa fusão pode ter sobre a imparcialidade das notícias.

Além disso, a senadora mencionou a possibilidade de ações legais por parte de procuradores gerais estaduais contra a fusão, embora nada tenha sido anunciado até o momento. Warren também citou outras fusões significativas aprovadas sob a administração Trump, como a aquisição da Nippon Steel pela US Steel, e da Omnicom pela Interpublic.

Em um discurso, Warren acusou a administração Trump de ignorar os efeitos prejudiciais das fusões em troca de doações políticas. Ela enfatizou que, embora as mudanças legais sejam desafiadoras com Trump na presidência, a legislação antitruste permite a desagregação retroativa de fusões se forem consideradas ilegais.