A Espanha está prestes a aprovar um decreto real que exigirá que as operadoras de redes móveis mantenham suas redes ativas durante apagões. As novas regras, que devem ser implementadas até o final de 2026, exigem que as operadoras instalem sistemas de backup, como baterias, para garantir a conectividade por, no mínimo, quatro horas em caso de falta de energia.

As normas se aplicarão às empresas que atendem pelo menos 500 mil usuários ou que geram mais de €50 milhões (aproximadamente R$ 56,9 milhões) em receita anual. De acordo com o decreto, 50% da população deverá estar coberta por esse sistema de contingência no primeiro ano, aumentando para 65% no segundo e 75% no terceiro ano.

Objetivo das novas normas

A medida busca mitigar problemas semelhantes ao grande apagão que afetou Espanha, Portugal e França no ano passado. A exigência para que as operadoras mantenham a conectividade, mesmo que temporariamente, é considerada uma abordagem prudente. Contudo, especialistas apontam que essa necessidade pode se tornar obsoleta nos próximos anos, à medida que a tecnologia de satélites que se conectam diretamente a celulares for integrada às redes móveis.

Outras infraestruturas essenciais

Além das redes móveis, o decreto também estipula que outros elementos de infraestrutura crítica devem permanecer operacionais por um período determinado após um apagão. Por exemplo, centros de controle que podem impactar todo o território espanhol se ficarem offline deverão continuar em funcionamento por pelo menos 24 horas. As centrais de atendimento de emergência também deverão ter planos para manter suas operações, conforme noticiado pela Reuters.