Quatro estudantes de Taguatinga, no Distrito Federal, brilharam na RoboCupJunior, competição mundial de robótica realizada em Incheon, Coreia do Sul, entre os dias 2 e 5 de julho. A equipe garantiu duas medalhas: o 3º lugar na categoria principal e o 1º lugar no desafio SuperTeams, onde estudantes de diferentes países colaboram para desenvolver novas apresentações.
Desempenho em equipe e inovação tecnológica
Os estudantes Jullyanne Souza, Rebeca Sanchez, Mateus Santos e Caio Lima, todos participantes do clube de robótica da EduSesc, foram os primeiros do Centro-Oeste brasileiro a competir na RoboCupJunior. A viagem foi financiada pelo Sesc do Distrito Federal. Jullyanne e Rebeca já concluíram o Ensino Médio, enquanto Mateus e Caio estão no 3º ano.
Na competição, o grupo apresentou o robô Anbot, que possui a capacidade de andar, levantar objetos e interagir com pessoas. O robô reage a comandos de voz e gestos, e foi utilizado para contar uma história que aborda inteligência artificial, cultura brasileira e preservação ambiental. Na narrativa, Anbot atua como assistente de um pesquisador chamado Kenai, que precisa mapear a Floresta Amazônica e acaba encontrando o Curupira, uma figura do folclore brasileiro que protege as florestas.
Desafios e desenvolvimento do robô
O desenvolvimento do Anbot levou cerca de um ano e meio, passando por diversas versões até atingir as funcionalidades e o design que foram apresentados na competição. O protótipo foi montado com peças de lixo eletrônico e equipamentos antigos descartados. Segundo o professor William Caetano, que orientou a equipe, os estudantes enfrentaram desafios mecânicos e eletrônicos significativos durante o processo.
“Havia peças que não encontrávamos no Brasil e desafios relacionados à física dos robôs. Isso nos levou a desenvolver recursos para solucionar os problemas”, comentou o professor. A equipe também se destacou no SuperTeams, onde trabalhou com estudantes da Áustria e de Singapura, conquistando o 1º lugar. A comunicação foi um dos principais desafios, devido às diferenças nos sotaques e no domínio do inglês.
O professor ressaltou a importância das trocas de experiências e das amizades formadas durante a competição. “As trocas de experiências e as amizades construídas marcaram muito nossa equipe, saber que em outros países existem jovens vivenciando as mesmas dificuldades e aprendendo o que nós aprendemos foi enriquecedor”, afirmou.
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