Cientistas da Universidade de Exeter descobriram que o cobre desempenha um papel crucial na colaboração entre dois patógenos humanos comuns: o fungo Candida albicans e a bactéria Staphylococcus aureus. Essa descoberta pode abrir novas vias para o tratamento de infecções associadas a biofilmes resistentes.

Ambos os microrganismos são conhecidos por causarem infecções em humanos e frequentemente estão presentes em infecções complexas, como em feridas, infecções na corrente sanguínea e infecções relacionadas a dispositivos médicos.

Papel central do cobre na parceria microbiana

Quando formam biofilmes, esses microrganismos se agrupam em comunidades que se aderem a superfícies, tornando o tratamento mais difícil. Os biofilmes mistos, compostos por fungos e bactérias, são especialmente desafiadores, pois os diferentes organismos podem se proteger e apoiar mutuamente, dificultando a erradicação das infecções.

A pesquisa, liderada pela Dra. Seána Duggan, do MRC Center for Medical Mycology, revela que o cobre atua como uma “moeda compartilhada” que facilita a cooperação entre esses patógenos. Em condições de laboratório que simulam o corpo humano, os pesquisadores observaram que a presença de cobre está intimamente ligada à estabilidade desta parceria.

Impacto da disponibilidade de cobre nos biofilmes

O estudo mostrou que tanto a escassez quanto o excesso de cobre comprometem a formação do biofilme misto, evidenciando a necessidade de um ambiente de cobre equilibrado. A Dra. Duggan ressalta que as infecções mistas representam um grande desafio clínico e que a compreensão dos mecanismos moleculares por trás dessas comunidades pode levar a novos tratamentos.

A pesquisa destaca a importância de considerar as interações cooperativas entre fungos e bactérias, ao invés de focar apenas em infecções por patógenos isolados.