O governo dos Estados Unidos declarou que cidadãos americanos, residentes permanentes e empresas poderão enfrentar sanções caso realizem operações financeiras ou ofereçam apoio ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e ao CV (Comando Vermelho). A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles nesta sexta-feira (3.jul.2026), com base em fontes do Departamento de Estado.

As autoridades norte-americanas afirmaram que as restrições não se restringem a estrangeiros, podendo atingir qualquer indivíduo ou instituição que mantenha vínculos financeiros com membros dessas facções. “Realizar transações com membros do Comando Vermelho ou do Primeiro Comando da Capital acarreta riscos em relação às autoridades responsáveis pelas sanções antiterrorismo”, afirmaram representantes do órgão ao veículo.

Contexto das sanções

A ampliação das sanções ocorre poucos dias após o Departamento do Tesouro dos EUA ter anunciado as primeiras punições relacionadas a essa nova política. As sanções iniciais afetaram dois brasileiros, três empresas estabelecidas no Brasil e uma companhia em Portugal, todas apontadas como integrantes de uma estrutura de lavagem de dinheiro associada ao PCC.

O governo dos EUA indicou que o grupo estaria envolvido na movimentação de mais de US$ 30 milhões provenientes do tráfico internacional de drogas e outras atividades ilícitas. Entre os indivíduos sancionados estão Victor Henrique de Oliveira Shimada, que é considerado um intermediário entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais, e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, que é descrita como responsável por apoio operacional e movimentação de recursos.

Impacto das novas medidas

As empresas alvo das sanções incluem a Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia, Pixwave Soluções de Pagamentos, Wave Construções Inteligentes, além da portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal. As medidas adotadas bloqueiam bens e ativos que estão sob jurisdição norte-americana e proíbem cidadãos, empresas e instituições financeiras dos EUA de manterem relações comerciais com aqueles que foram sancionados.

Com essas novas sanções, as autoridades dos EUA reforçam seu compromisso em combater o tráfico de drogas e organizações criminosas, utilizando a legislação antiterrorismo como ferramenta para investigar e punir aqueles que colaboram com facções como o PCC e o CV. A expectativa é que a ampliação das restrições traga um impacto significativo nas operações financeiras dessas organizações e na rede de apoio que elas mantêm.