No domingo à noite, os Estados Unidos realizaram novos ataques contra o Irã, intensificando uma série de ofensivas entre os dois países que já dura vários dias. A mídia estatal iraniana informou que os ataques resultaram na morte de uma pessoa e deixaram quatro feridos no sudoeste do Irã.
Logo após os ataques americanos, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou ter atingido bases militares dos EUA em Kuwait, Jordânia e Bahrein. O aumento das hostilidades levanta dúvidas sobre a viabilidade do acordo interino entre os EUA e o Irã, assinado em junho, em meio a declarações conflitantes sobre a situação do Estreito de Hormuz.
A situação no Estreito de Hormuz
O Estreito de Hormuz, uma importante via de navegação que normalmente transporta cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo, está no centro das tensões. O Irã declarou que fechou o estreito até novo aviso, enquanto os EUA afirmam que ele permanece aberto. O Comando Central dos EUA (Centcom) anunciou que os novos ataques começaram às 17h00 ET (22h00 BST), atingindo dezenas de alvos militares iranianos, incluindo sistemas de defesa aérea, locais de radar costeiro e capacidades de mísseis e drones.
Repercussões econômicas e políticas
A escalada do conflito teve impacto imediato nos mercados de petróleo. Na segunda-feira, os preços do barril de Brent subiram 4,3%, alcançando $79,26, enquanto o petróleo negociado nos EUA também aumentou 4,3%, atingindo $74,50. Os preços de energia nos mercados globais têm flutuado drasticamente nos últimos meses, à medida que os traders reagem aos desdobramentos do conflito.
As tensões aumentaram após ataques anteriores dos EUA a 140 alvos militares iranianos, o que levou o IRGC a responder com ataques abrangentes a bases e aliados dos EUA na região. Os alvos incluíram o Catar, que atua como mediador em negociações de cessar-fogo e não havia sido atacado desde abril, e os Emirados Árabes Unidos, que não haviam sofrido ataques desde maio.
A nova onda de ataques americanos coloca em risco um acordo de cessar-fogo interino assinado no mês passado, que visava reabrir o estreito e, eventualmente, pôr fim ao conflito de forma permanente. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que os ataques iranianos significavam o fim do cessar-fogo, enquanto o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, acusou os EUA de violar o acordo. No entanto, Trump afirmou que as negociações continuariam e que mediadores estavam tentando reavivar o processo.
O Centcom reiterou que o Estreito de Hormuz está aberto e que as forças americanas estão posicionadas para garantir a liberdade de navegação, apesar da agressão e ameaças do Irã.
Comentários (0)
Entre ou cadastre-se para comentar.