Na quinta-feira, os Estados Unidos informaram que estão enviando dois navios de guerra, aviões de transporte e helicópteros para apoiar as operações de ajuda à Venezuela, que foi devastada por terremotos com magnitudes de 7.2 e 7.5. O governo americano também mobilizou um montante de US$ 150 milhões em assistência humanitária.
Os tremores ocorreram na noite de quarta-feira, na costa caribenha da Venezuela, resultando em colapsos de edifícios e danos significativos ao principal aeroporto do país. O ministro da Saúde, Carlos Alvarado, confirmou que o número de mortos já chega a pelo menos 235, enquanto mais de 46 mil pessoas permanecem desaparecidas, segundo um site criado para rastrear os desaparecidos.
Ajuda internacional em resposta à crise
Em uma mensagem televisionada, a presidente interina Delcy Rodriguez anunciou que equipes de resgate certificadas pela ONU ajudarão nas buscas por sobreviventes. Países como Espanha, França e Alemanha já enviaram especialistas e equipamentos. A Suíça mobilizou 80 profissionais, além de cães de resgate e toneladas de suprimentos.
O ministro de Comércio Exterior da Holanda, Sjoerd Sjoerdsma, anunciou um pacote de ajuda de dois milhões de euros para enviar uma equipe de busca e resgate, enquanto a República Tcheca se prepara para enviar uma equipe de apoio. A Federação Internacional da Cruz Vermelha também liberou US$ 2,5 milhões para apoiar esforços de recuperação.
Além disso, o Papa Leão XIV enviou uma ajuda emergencial inicial de 100 mil euros. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o envio de um hospital de campanha e uma equipe de bombeiros e especialistas em resgate. O governo mexicano também se comprometeu a enviar equipes de resgate adicionais, caso necessário.
Os esforços de resgate estão sendo complexos devido à quantidade de prédios colapsados e ao risco contínuo de réplicas, que ainda eram sentidos na quinta-feira. A situação continua a ser monitorada de perto, com a expectativa de que o número de vítimas possa aumentar nas próximas horas.
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