Os Estados Unidos estão exigindo que o Irã declare publicamente que o estreito de Ormuz está aberto e se comprometa a não mais disparar contra navios comerciais. Essa demanda faz parte das negociações que ocorrerão neste sábado.
De acordo com a mídia norte-americana, autoridades não identificadas afirmaram que Teerã reconheceu em conversas privadas com os assessores do presidente Donald Trump que os ataques a embarcações foram um erro, embora tenham atribuído a responsabilidade a um grupo interno dissidente.
Trump declarou que ambas as partes concordaram em continuar as discussões, apesar dos confrontos recentes no estreito, que a Casa Branca considerou uma violação do cessar-fogo estabelecido em junho, quando os EUA e o Irã assinaram um acordo para garantir a passagem segura de navios comerciais.
Demandas dos EUA e resposta do Irã
Fontes da CBS News informaram que autoridades dos EUA passaram uma mensagem à liderança iraniana, por meio de mediadores regionais, exigindo que o Irã emita uma declaração afirmando que o estreito está aberto e que não atacará mais embarcações comerciais. Um oficial foi citado pela agência Reuters: “Eles [os iranianos] vão nos dar essa declaração ou não teremos um bom resultado para eles.”
A Casa Branca também deseja que o Irã reconheça publicamente que o ataque aos navios foi um erro. As negociações, que devem ocorrer em Omã, serão lideradas pelo vice-presidente JD Vance, pelo secretário de Estado Marco Rubio e por outros dois integrantes envolvidos nas conversações sobre o Oriente Médio, Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump.
Contexto do conflito e esforços de mediação
Enquanto isso, uma delegação do Catar viajou ao Irã na sexta-feira para discutir formas de reduzir as tensões e facilitar a navegação no estreito de Ormuz. Em uma postagem na rede Truth Social, Trump mencionou que a República Islâmica do Irã solicitou a continuidade das negociações, ao que os EUA concordaram, mas deixaram claro que o cessar-fogo havia terminado.
Após os confrontos registrados esta semana, não houve novos ataques na sexta-feira. Essa escalada de violência foi a pior desde que os dois países assinaram um acordo provisório em junho, no qual três navios foram atingidos enquanto transitavam por uma rota recomendada pelos EUA através das águas de Omã. O Irã, por sua vez, reiterou que a única passagem “segura” é uma rota alternativa por suas águas.
Em um avanço nas negociações, os EUA e o Irã concordaram no mês passado com um memorando de entendimento de 14 pontos, que visa estender o cessar-fogo e encerrar o conflito em todas as frentes. Como parte deste acordo, Irã e Omã devem realizar conversas para definir a futura administração e os serviços marítimos no estreito em colaboração com outros estados do Golfo.
Durante o conflito, o Irã buscou afirmar sua soberania sobre o estreito, criando a
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