As exportações da China registraram um aumento de 27% em junho em relação ao mesmo mês do ano anterior, alcançando o melhor desempenho do país neste ano. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pela crescente demanda por componentes destinados à indústria de tecnologia e inteligência artificial.
Os dados indicam que as vendas de equipamentos de processamento de dados e de produtos considerados de alta tecnologia tiveram um aumento significativo: 78,9% e 39,6%, respectivamente, no mês passado. Essa tendência reflete o avanço tecnológico e a crescente integração da inteligência artificial nos produtos fabricados na China.
Preparativos para o fim do ano
Outro fator que contribuiu para o aumento das exportações em junho foi o movimento de redes varejistas, que começaram a encomendar produtos para estocar, antecipando-se a importantes datas comerciais, como a Black Friday e o Natal. Este comportamento é comum no mercado, onde as empresas buscam garantir a disponibilidade de produtos para atender à demanda sazonal.
Crescimento das importações
As importações também acompanharam o crescimento das exportações, apresentando um aumento de 36% em junho, o maior crescimento mensal registrado nos últimos cinco anos. Essas informações foram divulgadas pela Administração Geral de Aduanas da China na segunda-feira, dia 13 de julho de 2026.
De acordo com a agência de notícias Reuters, o aumento nas importações surpreendeu analistas, que esperavam um crescimento menor, em torno de 24%. Essa expectativa cautelosa se deveu a preocupações relacionadas às dificuldades de navegação no estreito de Ormuz, exacerbadas pela guerra entre Estados Unidos e Irã, que afeta as relações comerciais da China no Oriente Médio.
No acumulado do primeiro semestre de 2026, as exportações chinesas cresceram 13,4% em comparação ao mesmo período de 2025, enquanto as importações aumentaram 22,1%. A balança comercial da China movimentou um total de US$ 3,8 trilhões (aproximadamente R$ 19,4 trilhões), resultando em um saldo positivo de US$ 590 bilhões (cerca de R$ 3 trilhões) para o país.
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