O suposto pé de Jhenyfer Camilly Alves dos Santos, estudante de Nutrição de 22 anos, ainda não foi liberado à família após sua morte em um acidente na BR-010, ocorrido em 17 de maio. O membro foi encontrado dias depois, a 5 km do local do acidente.

Jhenyfer sofreu uma amputação durante a colisão e faleceu horas após dar entrada no hospital. Ela e seu marido estavam viajando de motocicleta para visitar parentes em Aparecida do Rio Negro quando foram atingidos por um carro.

Identificação do membro e expectativa da família

No início de junho, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Tocantins informou que exames periciais haviam confirmado que o membro encontrado pertencia à jovem. No entanto, em 2 de agosto, a SSP comunicou que a identificação ainda não estava concluída, gerando preocupação na família.

A mãe de Jhenyfer, Maria Aparecida dos Santos, revelou que foi convocada ao Instituto Médico Legal (IML) de Palmas para realizar um teste de DNA. "Estamos esperando o resultado para podermos enterrar junto ao corpo dela", afirmou Maria.

O g1 questionou a SSP sobre a demora na liberação do pé, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Acidente e indiciamento do motorista

O acidente que resultou na morte de Jhenyfer envolveu um policial militar, que foi indiciado por homicídio culposo na direção de veículo automotor e lesão corporal culposa. A defesa do suspeito afirmou que se manifestará apenas nos autos do processo.

De acordo com a Polícia Civil, o motorista permaneceu no local após o acidente, prestou socorro às vítimas e realizou o teste do bafômetro, que deu negativo para consumo de álcool. A PM do Tocantins, por sua vez, informou que o policial estava de folga e dirigia um veículo particular no momento do acidente.

O caso segue sob investigação e a PM destaca seu compromisso com a legalidade e a transparência.

Quem era Jhenyfer

Jhenyfer Camilly Alves dos Santos era uma estudante dedicada, prestes a se formar em Nutrição. Ela também trabalhava como vendedora em uma loja de departamentos e era descrita por familiares como uma jovem cheia de vida e sonhos. Sua mãe recordou: "Ela falava que iria terminar a faculdade para ajudar a família". O cunhado de Jhenyfer, Sandro Lima, enfatizou seu caráter alegre e sua constante disposição para sorrir.

A Polícia Militar do Tocantins reafirmou que acompanhará o andamento do caso e que as informações sobre o acidente estão sendo tratadas com seriedade e transparência.

A SSP também lamentou a confusão em relação à identificação do membro e pediu desculpas aos familiares.