Goiano que viralizou com placa do pequi revela bastidores de jogo histórico da Seleção nos EUA Natural de Porangatu, Hébano Borges contou ao Portal 6 como trocou Goiás pelos Estados Unidos e viveu uma das maiores emoções da vida durante a Copa A placa com a frase “Pequi é melhor que sushi” fez o goiano Hébano Borges viralizar durante a vitória da Seleção Brasileira sobre o Japão, pela Copa do Mundo. Mas por trás da brincadeira que conquistou a internet existe uma história marcada por coragem, mudanças de vida e muito orgulho das raízes goianas. Natural de Porangatu, no Norte de Goiás, Hébano conversou com exclusividade com o Portal 6 e contou que jamais imaginava viver uma Copa do Mundo nos Estados Unidos — muito menos se tornar um dos personagens da festa brasileira nas arquibancadas.
- Com itens novos e seminovos, bazar beneficente em Anápolis terá preços a partir de R$ 2 - Vídeo mostra momento em que celular explode durante conserto em assistência técnica de Aparecida de Goiânia - Anápolis contará com Centro de Diagnóstico para ressonância magnética, tomografia, mamografia e outros exames Aos 32 anos, formado pela Faculdade Anhanguera de Anápolis, ele trabalhava na Prefeitura de Minaçu quando decidiu realizar um sonho antigo: conhecer os Estados Unidos. A ideia inicial era simples. “Eu queria comprar umas roupas, um celular novo e conhecer a Disney.
Tirei o visto, juntei dinheiro e vim para passar apenas 21 dias”, relembrou. O roteiro, porém, mudou completamente. Após estender a viagem por mais dois meses para visitar amigos em Seattle, Hébano conseguiu um trabalho temporário na construção civil.
Bastou receber o primeiro pagamento para perceber que sua vida poderia tomar outro rumo. “Quando eu vi o cheque, o que eu ganhei em uma semana era praticamente um salário inteiro que eu recebia no Brasil. Logo depois veio a pandemia e acabei ficando.
Consegui me regularizar, tirar meus documentos e hoje trabalho legalmente”, contou. Atualmente, ele vive nem Austin, Texas e trabalha em uma empresa de transporte que presta serviços para gigantes da logística, como a FedEx. Susto antes da emoção Se assistir à Seleção de perto já parecia um sonho, conseguir entrar no estádio virou uma verdadeira novela.
Segundo Hébano, ele comprou dois ingressos, avaliados em US$ 1,1 mil cada. Entretanto, na manhã do jogo recebeu uma ligação inesperada da mãe. “O banco estava me procurando porque achou que era fraude e cancelou a compra.
Eu acordei sem ingresso”, disse. Restou correr contra o tempo. Ele entrou novamente na fila virtual, atualizou diversas vezes o sistema até que dois torcedores japoneses colocaram os bilhetes à venda.
“Na mesma hora consegui comprar de novo e o banco liberou a operação. Foi no sufoco.” Muito mais amizade do que rivalidade A placa comparando pequi e sushi viralizou rapidamente, mas, segundo ele, a provocação nunca passou de uma brincadeira. Durante a partida, Hébano acabou fazendo amizade justamente com torcedores japoneses.
Os dois grupos passaram a conversar utilizando o tradutor do celular e mantêm contato até hoje pelas redes sociais. “Foi tudo com muito amor e respeito. Eles são extremamente educados.
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