A Rede Sol Fuel Distribuidora S/A, que firmou um contrato de R$ 66,1 milhões com o governo de Goiás, voltou a ser destaque após uma reportagem do g1, publicada na última sexta-feira (26). A matéria revelou que a empresa tem um contrato de R$ 168 milhões com a Polícia Militar do Rio de Janeiro, mesmo após ser alvo da Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, que investiga lavagem de dinheiro relacionada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Contratos em Goiás e no Rio de Janeiro

O acordo assinado pelo governo de Goiás, liderado por Ronaldo Caiado e Daniel Vilela, foi oficializado em março de 2023. O contrato previa o fornecimento de mais de 10 milhões de litros de óleo diesel S-10, destinado ao abastecimento da frota do transporte coletivo metropolitano, administrado pela Metrobus. O documento foi assinado pelo sócio-diretor da empresa, Flávio Jandoso Navarro.

Além do contrato em Goiás, a Rede Sol Fuel também mantém um acordo com o governo do Rio de Janeiro, que foi firmado em março de 2025. Este contrato, que totaliza R$ 168 milhões, visa o fornecimento de quase 37 milhões de litros de combustíveis até 2027, especificamente para a frota da Polícia Militar.

Investigações e implicações

A Operação Carbono Oculto, que investiga a Rede Sol Fuel, levanta preocupações sobre a possibilidade de envolvimento da empresa com práticas ilícitas. A investigação da Polícia Federal apura a lavagem de dinheiro e possíveis conexões com o PCC, uma das organizações criminosas mais influentes do Brasil. O fato de a empresa ter contratos significativos com dois governos estaduais levanta questões sobre a diligência na escolha de fornecedores e a transparência nos processos de licitação.

As implicações desses contratos vão além do aspecto financeiro, tocando em questões de segurança pública e integridade das instituições. A relação da empresa com o crime organizado pode afetar a confiança da população nas autoridades e nos serviços públicos essenciais, como o transporte coletivo.

A situação exige uma análise cuidadosa das práticas de contratação do governo e um exame rigoroso da situação da Rede Sol Fuel, que se vê no centro de um escândalo que pode repercutir nas eleições de 2026 em Goiás.