A Polestar, fabricante de carros elétricos, enfrenta um futuro incerto no mercado americano. Recentemente, a empresa anunciou que o Departamento de Comércio dos Estados Unidos negou a autorização para a importação de novos modelos a partir do ano-modelo 2027. Essa decisão está alinhada com uma regra que proíbe a venda de carros conectados de montadoras com ligações chinesas, citando preocupações de segurança.

Apesar dessa negativa, a Polestar informou que continuará a comercializar seu estoque atual dos modelos Polestar 3 e Polestar 4, além de garantir suporte aos clientes, incluindo acesso à sua rede de serviços. No entanto, a fabricante não poderá lançar novos modelos, como o sedan Polestar 5 ou o roadster Polestar 6, no mercado americano.

A Polestar foi criada como uma marca totalmente elétrica, desmembrada da Volvo Cars, que é controlada pela empresa chinesa Zhejiang Geely Holding. Essa holding também possui outras marcas, como Lynk & Co e Zeekr. Vale destacar que, algumas semanas antes, o Departamento de Comércio havia autorizado a Volvo a importar veículos do modelo 2027. Na ocasião, a Polestar havia declarado que estava em diálogo com as autoridades americanas para atender às novas regulamentações, mas esse esforço não surtiu efeito.

A situação atual da Polestar no mercado norte-americano

Com a nova regra em vigor, a Polestar se vê limitada em sua capacidade de expandir sua presença nos Estados Unidos, um mercado estratégico para a indústria automotiva elétrica. A medida reflete um cenário crescente de tensões comerciais e de segurança entre os EUA e a China, afetando diretamente empresas que operam com tecnologia conectada.