A Greylock Ventures, uma das mais respeitadas e antigas firmas de capital de risco do Vale do Silício, anunciou na terça-feira, 17 de outubro, a captação de US$ 1,5 bilhão para seu 18º fundo. Essa quantia representa um aumento de 50% em relação ao fundo anterior, de US$ 1 bilhão, levantado em 2023, e é semelhante ao montante que a firma conseguiu durante a pandemia em seus fundos semente e de destaque.
Segundo Saam Motamedi, parceiro da Greylock, a firma poderia facilmente ter levantado um valor maior, mas optou por um caminho de contenção em um período em que os tamanhos dos fundos na indústria continuam a crescer. "Nossa missão é ser o parceiro mais importante para os empreendedores mais importantes", afirmou Motamedi.
Estratégia focada em qualidade
A Greylock se destaca por conectar suas empresas investidas a engenheiros de alto nível e potenciais clientes. Um exemplo disso é a Baseten, uma startup de infraestrutura de inteligência artificial que alcançou uma avaliação de US$ 13 bilhões após o investimento da Greylock em sua Série A em 2022. Motamedi ressaltou que a capacidade de oferecer esse suporte é viável apenas com um número reduzido de empresas no portfólio.
Atualmente, a firma conta com 10 parceiros, que realizam apenas uma ou duas novas investidas ao ano, resultando em um portfólio de aproximadamente 25 empresas a partir deste fundo. O foco principal do novo fundo será a incubação de empresas em seus estágios iniciais, além de liderar rodadas de financiamento semente e Série A, onde a Greylock construiu sua reputação, com destaque para a Palo Alto Networks, que foi criada em suas instalações há 21 anos, e a startup de segurança de e-mail Abnormal, incubada em 2018 e avaliada em US$ 5,1 bilhões.
Investimentos em estágios posteriores
Apesar de priorizar as investidas em estágios iniciais, a Greylock também apoia empresas com alto potencial em estágios posteriores, mesmo que não tenha investido nelas desde o início. Motamedi mencionou que o fundo anterior incluiu três apostas em empresas em fase de crescimento: Anthropic, Revolut e Wiz. O investimento em Anthropic, que arrecadou sua Série F com uma avaliação de US$ 183 bilhões, é considerado o maior da história da firma.
Estima-se que cerca de 15% do novo fundo será destinado a startups em estágios posteriores, mas Motamedi reafirma que a Greylock continua sendo fundamentalmente um investidor de estágios iniciais. Ele explicou que, nas reuniões semanais de revisão do pipeline de investimentos, a agenda se concentra principalmente em pessoas, em vez de empresas. "Estamos conhecendo as pessoas antes mesmo de elas começarem uma empresa. É realmente uma aposta na pessoa", concluiu.
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