O Ibovespa, principal índice da B3, pode enfrentar o quinto mês consecutivo de queda, após as perdas que se intensificaram com o anúncio do tarifaço dos Estados Unidos. Até a última segunda-feira, 13 de julho de 2026, a Bolsa acumulava uma alta de 2,16% no mês, mas essa porcentagem caiu para 0,98% após uma semana marcada por uma queda de 2,33%.

A situação se agravou devido à tensão no Oriente Médio e à imposição de uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, anunciada na quarta-feira, 15 de julho. O índice, que estava em um dos melhores períodos desde o início da pandemia, agora se encontra em um dos piores momentos dos últimos cinco meses, refletindo a elevada volatilidade do mercado em 2026.

Desempenho do Ibovespa nos últimos meses

De acordo com um levantamento da consultoria Elos Ayta, o Ibovespa teve uma alta de 12,56% em janeiro, que foi o segundo melhor desempenho mensal desde janeiro de 2020, ficando atrás apenas de novembro de 2025, quando cresceu 15,90%. A tendência de alta se manteve em fevereiro, com um aumento de 4,09%.

No entanto, a partir de março, o índice começou a apresentar resultados negativos consecutivos:

  • -0,70% em março;
  • -0,08% em abril;
  • -7,22% em maio, o pior desempenho mensal desde fevereiro de 2023;
  • -1,01% em junho.

Volatilidade do mercado brasileiro

A consultoria Elos Ayta aponta que essa sequência de oscilações extremas demonstra como o mercado brasileiro tem reagido rapidamente às mudanças no cenário econômico, alternando entre momentos de forte otimismo e intensa aversão ao risco em períodos relativamente curtos. A recuperação observada em julho, embora parcial, perdeu força após a implementação do tarifaço, mas ainda indicava um retorno gradual do apetite por risco.

Apesar das flutuações, a consultoria ressalta que os sinais atuais ainda não são suficientes para caracterizar uma reversão consistente da tendência observada ao longo do segundo trimestre. O cenário econômico permanece instável, e as incertezas continuam a afetar a confiança dos investidores.