O Irã anunciou que realizará operações ofensivas em larga escala se os Estados Unidos não interromperem os ataques aéreos em breve. A declaração foi feita pelo Major General Mohsen Rezaei, conselheiro militar sênior do líder supremo iraniano, Ayatollah Mojtaba Khamenei, em uma entrevista à mídia local.
Rezaei afirmou que, caso os bombardeios americanos continuem, o Irã não se limitará a respostas retaliações proporcionais. "Se os ataques dos EUA persistirem por mais alguns dias, entraremos em uma fase de operações ofensivas em larga escala", destacou o general. Ele também alertou que "nenhuma fronteira política estará segura" se os ataques não cessarem.
Conflito em Escalada
A situação se agravou após uma série de bombardeios realizados pelos EUA, que afirmaram ter atingido instalações de vigilância, infraestrutura logística militar e depósitos de armas subterrâneas no Irã. O Pentágono ainda negou relatos iranianos sobre a explosão de dois petroleiros próximos ao Estreito de Ormuz, afirmando que as informações eram falsas.
O conflito se intensificou nos últimos dias, com o exército jordaniano relatando que interceptou 10 mísseis iranianos que estavam em direção ao território do Reino. A Força Aérea da Jordânia confirmou que os mísseis foram neutralizados sem causar danos ou vítimas.
Reações Regionais e Internacionais
Enquanto isso, o exército do Kuwait também comunicou que estava sob ataque de mísseis e drones devido à agressão do Irã. O país alertou que explosões poderiam ser ouvidas em decorrência da interceptação de alvos hostis por seus sistemas de defesa aérea.
O CENTCOM, comando central das forças armadas dos EUA, informou que mais de 50 mil militares americanos estão em operação no Oriente Médio, mantendo uma postura de vigilância e prontidão. O comando reiterou que a bloqueio naval contra os portos iranianos permanece em vigor, refletindo a determinação dos EUA em responsabilizar o Irã por suas ações na região.
A situação no Oriente Médio continua a se desenrolar, com o Irã realizando ataques contra alvos militares dos EUA, enquanto os dois lados se acusam mutuamente pelas escaladas de violência. O general Rezaei enfatizou que, se os bombardeios não pararem, o Irã mudará radicalmente sua abordagem no conflito.
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