Israel irá às urnas em 27 de outubro, conforme anunciado neste domingo (12.jul.2026) pela coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, líder do partido Likud. Esta eleição será a primeira em que um governo israelense completa o mandato de quatro anos desde 1988. As informações foram divulgadas pela agência de notícias Reuters.

A data das eleições estava incerta desde maio, quando o Parlamento israelense, conhecido como Knesset, foi dissolvido, criando a possibilidade de uma convocação antecipada. No entanto, Ofir Katz, que lidera a coalizão governista, garantiu a uma comissão da Knesset que o cronograma original será mantido.

A Knesset em recesso

A Knesset entrará em recesso na próxima semana, sem a necessidade de uma nova votação para encerrar a atual legislatura. Antes dessa pausa, a coalizão de Netanyahu pretende finalizar a análise de projetos prioritários, incluindo propostas de reforma do Judiciário, medidas voltadas à comunidade ultraortodoxa e adaptações nas regras de financiamento dos partidos.

Contexto eleitoral

A eleição de outubro será a primeira desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que deu início a conflitos na Faixa de Gaza, no Líbano e com o Irã. Além disso, Netanyahu está sob a sombra de um processo judicial por corrupção, o que adiciona uma camada de complexidade à sua campanha.

Pesquisas de opinião mencionadas pela Reuters indicam que a atual coalizão de partidos nacionalistas e religiosos poderia perder a maioria no Parlamento. No entanto, a oposição ainda não conseguiu se unir de maneira eficaz para formar um governo alternativo com a maioria necessária.

Benjamin Netanyahu ocupa o cargo de primeiro-ministro há mais tempo do que qualquer outro em Israel, totalizando mais de 18 anos ao longo de diferentes mandatos. Ele foi premiê de 1996 a 1999, de 2009 a 2021 e reassumiu o poder em 2022. Neste cenário, Netanyahu busca manter sua posição de comando no país diante das crescentes adversidades.