No último dia 26 de junho, o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, supervisionou testes de um 'ogiva de missão especial' para um míssil balístico tático, conforme relatado pela mídia estatal KCNA. O evento ocorre em um contexto de crescente tensão entre Pyongyang e Seul, especialmente na data que marca o aniversário do início da Guerra da Coreia (1950–1953).
Demonstração de Força
Durante a supervisão dos testes de armamentos, Kim afirmou que a política de autodefesa da Coreia do Norte visa fortalecer uma 'postura ofensiva mortal e destrutiva' para que nenhum inimigo se sinta à vontade para confrontá-los. Os testes incluíram um lançador de foguetes múltiplos de 240 mm atualizado, com alcance de até 90 km, um míssil balístico tático e um obuseiro autopropelido de 155 mm com projéteis de longo alcance.
Os armamentos testados têm como alvo potencial bases militares dos Estados Unidos na Coreia do Sul, segundo o líder norte-coreano. O analista Yang Moo-jin, ex-presidente da Universidade de Estudos Norte-Coreanos, comentou que as informações fornecidas por Pyongyang constituem uma 'demonstracão de força' contra a região metropolitana da Coreia do Sul.
Avanços Tecnológicos e Capacidades Militares
A Coreia do Norte tem intensificado seus esforços em direção à automação, capacidade de longo alcance e armas 'ultra-precisas'. Os testes ocorreram poucos dias após a comissionamento do destróier de 5.000 toneladas, Choe Hyon. Kim Jong Un tem defendido a expansão das capacidades nucleares e militares do país, especialmente após a falência das negociações diplomáticas com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, em 2019. O líder norte-coreano afirmou que as conversas só poderão ser retomadas se os EUA abandonarem a exigência de desnuclearização da Coreia do Norte.
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