O defensor da seleção espanhola, Aymeric Laporte, afirmou que a Argentina é uma equipe que "gosta de deixar sua marca nos adversários" e criticou a permissividade em relação a esse estilo de jogo, que, segundo ele, não deveria ser tolerado no futebol. A declaração foi feita em meio à preparação para a final da Copa do Mundo, que acontecerá no estádio de Nova Jersey, neste domingo, às 20h (horário de Brasília).
Agressividade argentina na semifinal
A Argentina adotou uma abordagem física em sua semifinal contra a Inglaterra, onde venceu por 2 a 1 após marcar dois gols nos minutos finais, mesmo após cometer 15 faltas durante a partida. Logo no início do jogo, Enzo Fernandez fez uma entrada contundente em Elliot Anderson, atingindo a parte de trás do pescoço do jogador inglês, mas não recebeu cartão. Além disso, muitos torcedores da Inglaterra acreditavam que o gol da vitória argentina deveria ter sido anulado devido a uma falta de Lionel Messi sobre Djed Spence.
Laporte, que já atuou pelo Manchester City, comentou: "É trabalho do árbitro controlar essas situações para que o jogo não perca o controle. Se um ou dois jogadores puderem agir dessa forma, a partida se transforma em um caos." Ele acrescentou que não se opõe à agressividade quando está dentro das regras, mas expressou surpresa com algumas ações que foram permitidas em jogos recentes, especialmente envolvendo a Argentina.
Reações da Espanha e amizade entre treinadores
Enquanto isso, o técnico da Espanha, Luis de la Fuente, e o capitão Rodri foram diplomáticos ao abordar as táticas argentinas em uma coletiva de imprensa em Nova York. De la Fuente declarou: "Eu respeito a opinião de todos e tenho a maior admiração pela Argentina, que foi campeã da América e do mundo. Tenho admiração e mais admiração." Rodri complementou que a equipe espanhola deve se concentrar em seu próprio jogo, evitando provocações.
O treinador da Argentina, Lionel Scaloni, não foi questionado sobre as táticas de sua equipe durante sua coletiva, mas falou sobre sua amizade com De la Fuente, que remonta a 2017, quando Scaloni estudava para obter sua licença de treinador. "Ele me conhece pessoalmente, somos amigos, mas isso não significa que ele saiba o que estou pensando sobre futebol. Não temos conversado muito sobre estilo de jogo, mas temos padrões semelhantes em relação à posse de bola", afirmou Scaloni.
A Argentina busca se tornar a primeira seleção a conquistar a Copa do Mundo em edições consecutivas desde o Brasil em 1958 e 1962. A expectativa é de um grande espetáculo no domingo, com ambas as equipes se preparando para um confronto que promete ser marcado por talento e estratégia.
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