O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que o Brasil irá enviar ajuda humanitária à Venezuela, após os devastadores terremotos que atingiram o país na última quarta-feira, dia 24. Durante um evento em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, Lula informou que conversou com a presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, para entender as necessidades do país e organizar o envio de mantimentos, incluindo água, comida e remédios.
"Eu falei com a presidenta Delcy de manhã de dentro do carro para perguntar para ela o que precisa que a gente faça. Nós estamos reunindo vários ministros para a gente mandar tudo o que for necessário para a Venezuela: água, bombeiro, defesa civil, comida, remédio", declarou Lula.
Desastre e consequências
Os terremotos, que ocorreram em intervalos de menos de um minuto, foram os mais fortes registrados na Venezuela em mais de um século, com magnitudes de 7,2 e 7,5. O epicentro do tremor mais intenso foi na cidade de El Guayabo, localizada a 168 km de Caracas. A baixa profundidade dos abalos contribuiu para a extensa destruição, que resultou na queda de prédios e na morte de 188 pessoas, conforme o último balanço divulgado pelo governo venezuelano.
Além dos mortos, mais de 1.520 pessoas ficaram feridas e 200 continuam presas sob os escombros. O presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, afirmou que 250 edifícios foram completamente destruídos ou danificados. As equipes de resgate estão ativas, enfrentando dificuldades para localizar desaparecidos, com registros de mais de 24 mil pessoas desaparecidas até o momento.
Solidariedade internacional
Lula destacou a importância da solidariedade em momentos de crise, afirmando: "Nessas horas precisa levantar e aplaudir o povo da Venezuela. Uma salva de palmas ao povo da Venezuela e todos nós temos que fazer todo o esforço possível para ajudar a Venezuela a sair dessa confusão do terremoto". Países como os Estados Unidos e diversas nações europeias também se mobilizaram para enviar equipes de resgate e ajuda humanitária ao país afetado.
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