A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, declarou que a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma "escolha política" ao priorizar a agricultura familiar. Em entrevista ao Poder360, ela ressaltou a importância de apoiar aqueles que cultivam a terra e produzem alimentos.
“Tem uma escolha política, que é continuar apoiando quem vive, quem cultiva a terra, quem produz alimentos, para que os agricultores sigam no processo produtivo ofertando esse alimento saudável”, afirmou a ministra.
Prioridade e Investimentos
De acordo com Machiaveli, a agricultura familiar continuará sendo uma prioridade do governo, mesmo em um cenário de possíveis restrições fiscais. Ela garantiu que não há previsão de diminuição dos investimentos destinados a esse setor.
“Falo com tranquilidade que eu acho que a agricultura familiar está sendo muito valorizada, reconhecendo o papel desses homens e mulheres que acordam debaixo de sol, debaixo de chuva e produzem o nosso alimento”, declarou.
O Plano Safra 2026/2027 alocou R$ 97,3 bilhões para a agricultura familiar, o maior montante já disponível. Deste total, R$ 85,2 bilhões serão direcionados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
Segundo a ministra, esse crédito atende à maior parte da demanda das instituições financeiras e busca ampliar o acesso ao financiamento em regiões tradicionalmente menos atendidas, como o Nordeste. Ela destacou que o governo reformulou linhas do Pronaf para aumentar o crédito no Norte e no Nordeste, além de ampliar o financiamento para assentados da reforma agrária, quilombolas, indígenas e jovens rurais. “Aos poucos, a gente tem superado as barreiras do acesso”, afirmou.
Além disso, foram criadas condições específicas para aumentar o financiamento às mulheres rurais, com linhas de crédito que apresentam juros reduzidos e limites próprios. A expectativa é de que a participação feminina nas operações de crédito rural alcance 50%.
Foco na Produção de Alimentos
Fernanda Machiaveli destacou que a principal diretriz do Plano Safra é incentivar a produção de alimentos para o mercado interno. O governo implementou a redução das taxas de juros para culturas alimentares e sistemas agroecológicos, visando ampliar a oferta e controlar a inflação dos alimentos.
Conforme a ministra, o financiamento possibilitou um aumento na produção de itens como leite, café, frutas, hortaliças, mandioca, arroz e feijão. Ela observou que a agricultura familiar passou a concentrar uma proporção maior de sua produção no abastecimento do mercado interno.
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