O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou seu discurso nesta sexta-feira (26) pedindo um minuto de silêncio em respeito às vítimas dos terremotos que afetaram a Venezuela nesta semana. Até o momento, o governo venezuelano registrou 589 mortes e cerca de 2.850 feridos em decorrência dos tremores.

Durante sua fala, Lula anunciou que determinou uma visita oficial do ministro da Defesa, José Múcio, à Venezuela, com o objetivo de avaliar como o Brasil pode contribuir para a recuperação do país vizinho. "Eu queria começar esta minha fala pedindo a todos que estão aqui, para que, de pé, fizéssemos um minuto de silêncio para as 589 pessoas que já morreram na Venezuela e 2.850 feridos. E queria, José Múcio, determinar que, na semana que vem, você fosse à Venezuela para discutir o que a nossa defesa pode fazer de ajuda ao povo da Venezuela", afirmou o presidente.

Impacto dos terremotos

Os terremotos, que ocorreram na noite de quarta-feira (24), foram os mais intensos registrados na Venezuela em mais de um século, atingindo principalmente a região norte do país, onde está localizada Caracas. Os tremores causaram a destruição de prédios e deixaram um rastro significativo de devastação na capital e áreas adjacentes.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou que o governo irá "militarizar" o estado de La Guaira, uma das regiões mais impactadas pelos sismos, que foi classificada como "zona de desastre". Na quinta-feira (25), o presidente do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, informou que ainda havia 200 pessoas presas sob escombros e que cerca de 250 edifícios haviam sido totalmente destruídos ou danificados.

Apoio internacional

Equipes de resgate trabalham intensamente para localizar desaparecidos, enquanto grupos formados por moradores da região já reportam mais de 24 mil pessoas desaparecidas. Vários países, incluindo Estados Unidos e Brasil, se mobilizaram para enviar equipes de ajuda, e nesta sexta-feira (26), os primeiros esforços de assistência começaram a chegar à Venezuela.