No dia 17 de julho de 2026, ministros da França e da Alemanha se reuniram para discutir questões de segurança, defesa e política econômica em Brühl, na Alemanha. O presidente francês Emmanuel Macron e o líder da oposição alemã, Friedrich Merz, estão empenhados em coordenar esforços sobre a Ucrânia, inteligência artificial, indústria e energia.
Reuniões ministeriais em busca de renovação estratégica
Macron afirmou que Paris e Berlim desejam acelerar a renovação estratégica da Europa e trabalhar juntos em questões internacionais cruciais. "Posso dizer que os últimos meses também trouxeram um verdadeiro reaproximação franco-alemã na agenda europeia", declarou Macron antes do encontro no Palácio de Bensberg, próximo à cidade de Colônia.
As conversas ocorrem em um momento em que as tensões aumentaram em projetos de defesa conjunta, especialmente em relação ao programa de caça Future Combat Air System, que enfrentou disputas entre indústrias francesa e alemã sobre controle e divisão de trabalho.
Merz recebeu Macron no Palácio de Bensberg na noite de quinta-feira, onde realizaram discussões iniciais com um grupo mais amplo antes de um encontro privado durante o jantar. O programa de sexta-feira começou com uma reunião do Conselho de Defesa e Segurança Franco-Alemão na Base Aérea de Nörvenich, seguida de conversas mais amplas no Schloss Augustusburg, um palácio localizado em Brühl, ao sul de Colônia.
Desdobramentos no caso NSU
Enquanto isso, em um caso paralelo, promotores federais solicitaram uma pena de quatro anos de prisão para Susann E., uma mulher acusada de apoiar o grupo terrorista de extrema-direita NSU (National Socialist Underground). A acusação afirma que Susann E. permitiu que a membro condenada do NSU, Beate Zschäpe, usasse sua identidade enquanto estava foragida em Zwickau, na Saxônia Oriental.
Conforme os promotores, Susann E. forneceu à Zschäpe seu cartão de saúde para consultas médicas e ajudou a alugar um motorhome utilizado durante um roubo. O marido de Susann E., André E., já havia sido condenado por apoio ao NSU durante o julgamento principal em Munique. A decisão do tribunal sobre o caso de Susann E. é esperada para esta sexta-feira de manhã.
O NSU foi responsável por 10 assassinatos, dois atentados a bomba e mais de uma dúzia de roubos entre 1998 e 2011. Os membros Uwe Böhnhardt e Uwe Mundlos cometeram suicídio em novembro de 2011, enquanto a polícia os cercava após um roubo a banco em Eisenach. Zschäpe enviou cartas assumindo a responsabilidade pelos crimes do grupo, revelando a existência do NSU.
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