João Vitor Silva Coleta da Matta, de 41 anos, é o principal suspeito de ter assassinado sua esposa, Karen Aparecida Ferreira Rosa, de 44 anos, em um caso de feminicídio ocorrido na madrugada do último domingo (5), em Cataguases, na Zona da Mata de Minas Gerais. O crime, que envolveu estrangulamento, ocorreu em um contexto marcado por violência doméstica.

Histórico de agressões

Documentos de um processo anterior, acessados pelo g1, revelam que João Vitor havia sido detido em setembro de 2023 por agredir Karen durante uma discussão, utilizando cabeçadas. Na ocasião, policiais militares relataram que o suspeito apresentava sinais de embriaguez e havia insultado a esposa antes de partir para as agressões. A Justiça havia concedido medidas protetivas de urgência, que foram posteriormente revogadas a pedido da própria vítima.

O dia do crime

De acordo com o auto de prisão em flagrante, após o feminicídio, João confessou o crime, mas optou por permanecer em silêncio durante o depoimento oficial. A irmã de Karen, Cássia Cristina Ferreira Mineli, revelou que o relacionamento era marcado por episódios frequentes de violência, e que apesar das separações, Karen retornava ao convívio por causa dos filhos. O casal tinha dois filhos juntos, além de Karen ter outros cinco.

As crianças estavam em casa no momento do crime; a bebê de um ano ainda estava sendo amamentada quando a polícia chegou ao local, enquanto o menino de dois anos foi encontrado deitado em um dos quartos. Após o crime, João Vitor fugiu, mas ligou para sua irmã pedindo ajuda antes de ser preso por policiais militares à tarde. Detalhes sobre o local da prisão não foram divulgados.

A Polícia Civil confirmou que a prisão em flagrante de João Vitor foi mantida e ele foi encaminhado ao sistema prisional. Na segunda-feira (6), a Justiça converteu sua prisão para preventiva, e o caso segue sob investigação pela Delegacia de Cataguases como feminicídio.

A Defensoria Pública, que representa o suspeito, informou que não comenta casos criminais específicos e se pronuncia apenas em situações de críticas ou questionamentos sobre sua atuação.

O caso destaca a importância de se denunciar a violência contra a mulher. Os canais disponíveis incluem o número 190 da Polícia Militar, o número 197 da Polícia Civil, a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) e o número 180 da Central de Atendimento à Mulher, do Ministério das Mulheres.