Morreu na última segunda-feira (06) Adjunta, a cadela que, por cerca de 15 anos, viveu no antigo 6º Distrito Policial, atualmente sede da Delegacia do Idoso, da Delegacia de Trânsito e da Delegacia da Pessoa com Deficiência, em Anápolis. A cachorrinha era mais do que uma simples companhia para os policiais; ela desempenhou um papel significativo durante atendimentos e visitas a pessoas idosas.

História de uma companheira fiel

De acordo com o delegado Manuel Vanderic, a história de Adjunta começou logo após sua chegada à unidade. Os policiais começaram a alimentá-la e, aos poucos, a cadela se tornou parte da rotina do local, frequentemente afastando-se, mas sempre retornando. Com o tempo, a relação entre Adjunta e os policiais se estreitou ainda mais.

Durante as interações com os idosos, os policiais notaram uma habilidade especial da cadela, que acabou ganhando um uniforme e até uma pistola de brinquedo. “Ela começou a fazer um sucesso espontâneo com os idosos que iam à delegacia. Eles ficavam aguardando e ela era como uma distração”, explicou Vanderic.

A importância da presença de Adjunta

A atuação de Adjunta se tornou ainda mais relevante durante as visitas realizadas pelas equipes para investigar denúncias envolvendo idosos. Em algumas situações, a presença policial era recebida com resistência, e foi então que a cadela começou a acompanhar as equipes. “A função dela não era figurativa. Ela quebrava a resistência que, infelizmente, pessoas idosas têm com a polícia”, destacou o delegado.

Adjunta também visitava idosos que, após serem resgatados, eram encaminhados para instituições de acolhimento. A estimativa é que a cadela já tivesse cerca de 20 anos, e há aproximadamente dois anos, foi diagnosticada com um tumor no útero. Devido à gravidade da situação e à idade avançada, a cirurgia não era recomendada. Desde então, os policiais mantiveram cuidados paliativos para monitorar seu estado de saúde.

Apesar da doença, Adjunta continuou ativa até seus últimos dias. “Hoje foi o primeiro dia sem ela e foi horrível o clima na delegacia”, lamentou Vanderic, que não descarta a possibilidade de outro cão integrar a rotina policial no futuro. A proposta seria realizar um treinamento específico para desenvolver um trabalho semelhante ao de Adjunta.