Uma apuração aberta pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) vai investigar a demora no atendimento a Rafael Vinícius Silva de Souza, que morreu após passar cerca de duas horas aguardando por uma ambulância na porta de casa, em Catalão, no Sudeste de Goiás. O procedimento vai apurar a atuação do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) no caso. Segundo o comandante em exercício do Corpo de Bombeiros em Catalão, major Aurério Martins, a corporação vai prestar todas as informações solicitadas pelo Ministério Público ao longo do procedimento.
Após o caso, o Corpo de Bombeiros também realizou, nesta quarta-feira, 22, uma vistoria em diferentes regiões de Catalão para verificar o funcionamento do número de emergência 193. As equipes percorreram bairros mais afastados e fizeram testes para identificar se as chamadas estavam sendo completadas e direcionadas à central da corporação. “Já houve situações em que a gente realmente tentou ligar nós mesmos e o telefone 193 não foi acionado, a ligação ficou muda.
Se tiver acontecido alguma coisa nós tomaremos as providências necessárias”, afirmou o comandante. Em nota enviada ao Jornal Opção , o CBMGO informou que, durante a noite do dia 20 de julho, “manteve o atendimento ininterrupto a diversas ocorrências de resgate pré-hospitalar em sua área de atuação”. Ainda de acordo com o comunicado, por volta das 22h43 daquele dia, a corporação foi acionada para atender a uma ocorrência de um homem que teria desmaiado na rua.
No entanto, ao chegarem ao local, os bombeiros constataram que a vítima já estava morta. Diante da situação, foram acionadas a Polícia Militar e o Serviço de Verificação de Óbito (SVO), responsáveis pelos procedimentos legais cabíveis. Segundo os bombeiros, Rafael não portava documentos de identificação.
“O Corpo de Bombeiros Militar de Goiás lamenta profundamente o desfecho da ocorrência e reafirma seu compromisso permanente com a preservação da vida, atuando de forma técnica, responsável e ininterrupta no atendimento às emergências da população, mantendo suas equipes mobilizadas para atender as diversas demandas de socorro registradas na região”, informou a corporação. Sobre uma possível falha no registro de chamadas destinadas ao número 193, o CBMGO esclareceu que a gestão e o funcionamento das redes de telecomunicações são atribuições das operadoras de telefonia e dos órgãos reguladores competentes. A corporação afirmou, porém, que já adotou as medidas cabíveis e que vai acompanhar as investigações conduzidas pelos órgãos responsáveis para o esclarecimento dos fatos.
Suspeita sobre causa da morte A causa da morte de Rafael Vinícius ainda não foi confirmada. Segundo informações divulgadas pela TV Anhanguera, o Instituto Médico Legal (IML) apontou uma suspeita de overdose, mas a conclusão depende de exames laboratoriais. A Polícia Civil informou que aguarda o resultado do laudo cadavérico para avaliar a necessidade de abertura de uma investigação sobre a morte.
O corpo de Rafael foi velado por cerca de duas horas, entre as 17h e as 19h desta quarta-feira, 22, antes de ser transportado para Belém, no Pará, cidade natal dele e onde vivem os familiares.
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