Neil Shubin, paleontólogo renomado e novo presidente da Academia Nacional de Ciências (NAS), destacou a importância de manter a relevância da instituição em um momento crítico para a ciência nos Estados Unidos. Durante sua primeira entrevista após assumir o cargo, Shubin abordou os desafios que a academia enfrenta, especialmente em um contexto político que muitas vezes desconsidera a ciência.

Desafios da Academia Nacional de Ciências

Shubin, que também é professor na Universidade de Chicago, assumiu a presidência da NAS em um período em que a confiança pública na ciência está sendo testada. Ele enfatizou a necessidade de a academia se adaptar e se envolver mais ativamente com o público e os formuladores de políticas. “Precisamos encontrar maneiras de comunicar a importância da ciência e de como ela afeta a vida cotidiana das pessoas”, afirmou.

O novo presidente reconheceu que a NAS enfrenta desafios significativos devido à desinformação e ao ceticismo em relação à ciência, questões que se intensificaram nos últimos anos. Ele acredita que a academia deve se posicionar como uma voz confiável em meio a um cenário de polarização política. “A ciência deve ser uma prioridade, não uma opção”, disse Shubin.

A situação da ciência sob a administração Trump

A administração do ex-presidente Donald Trump foi marcada por cortes em financiamento para pesquisa e uma postura crítica em relação a várias agências científicas. Shubin destacou que a NAS precisa ser proativa na defesa do financiamento e do apoio à pesquisa científica. “Não podemos esperar que as coisas melhorem por conta própria; precisamos lutar por isso”, afirmou.

Além disso, Shubin ressaltou a importância de promover a diversidade dentro da ciência. Ele mencionou que a inclusão de diferentes perspectivas e experiências é fundamental para o avanço da pesquisa e para a solução de problemas complexos. “A ciência se beneficia de uma variedade de vozes”, comentou.

O novo presidente também pretende fortalecer a colaboração entre a NAS e outras organizações científicas para abordar questões globais, como mudanças climáticas e saúde pública. “Precisamos unir forças para enfrentar os grandes desafios que a humanidade enfrenta”, disse Shubin.

O futuro da NAS

Shubin está determinado a levar a NAS a um novo patamar de relevância e impacto. Ele acredita que, com um enfoque renovado e uma estratégia clara, a academia pode recuperar a confiança do público e reafirmar seu papel como líder na promoção da ciência. “Estamos em um ponto de inflexão, e a NAS tem a oportunidade de se reinventar”, concluiu.