Aos nove anos, Ellie-Rose Griffiths deixou a escola para treinar tênis em tempo integral, transformando a prática em sua vida. A ex-jogadora, que já foi uma das melhores jovens do Reino Unido, competiu com nomes como Katie Boulter e Emma Raducanu, mas abandonou o esporte aos 19 anos devido ao desgaste e falta de prazer.
Hoje, aos 27 anos, Griffiths reflete sobre sua experiência, enfatizando que a pressão enfrentada, especialmente vinda dos pais, é um fator significativo. 'Você vê pais gritando com crianças o tempo todo no tênis', afirma ela, ressaltando a falta de compreensão sobre como apoiar seus filhos adequadamente.
Chris Johnson, treinador do Sutton Coldfield Tennis Club, corrobora a preocupação: 'Já tivemos que chamar a polícia devido ao comportamento de alguns pais, que desrespeitam árbitros e criam uma atmosfera tensa.' Para Johnson, essa conduta não é isolada, mas sim um reflexo do ambiente competitivo do esporte.
A pressão financeira e emocional
A pressão sobre os pais não é apenas emocional. Os custos com aulas, transporte e taxas de torneios são altos. Segundo Griffiths, 'se você quiser treinar quatro horas por dia, isso pode custar cerca de mil libras por semana'.
O Lawn Tennis Association (LTA) reconhece a questão e implementou mudanças em seu sistema de classificação, permitindo que crianças só sejam ranqueadas a partir dos 11 anos. Além disso, uma nova iniciativa chamada Fair Play visa promover comportamentos positivos entre os pais.
O olhar dos jovens atletas
Para muitos jovens, a competição começa cedo. 'A partir do momento em que começam a competir, a pressão aumenta', alerta Johnson. O ex-jogador australiano Todd Ley também compartilha suas experiências, afirmando que o foco excessivo em resultados pode transformar a diversão do esporte em uma obrigação.
Embora alguns atletas, como Emma Raducanu, reconheçam a influência de pais exigentes, a chave para um desenvolvimento saudável parece ser o apoio equilibrado, onde a motivação vem do próprio atleta.
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