O piloto Henrique Donizeti Ferri, de 32 anos, foi preso na madrugada de quinta-feira (16) após realizar um pouso forçado em um avião que transportava cocaína. O incidente ocorreu na zona rural de Itarumã, no sudoeste de Goiás. Segundo informações da Polícia Militar, esta foi a terceira vez que Ferri foi contratado para transportar drogas, recebendo R$ 70 mil por cada viagem.
Pouso forçado e incêndio
Na manhã de quarta-feira (15), o monomotor que Ferri pilotava apresentou uma pane mecânica, forçando-o a pousar próximo a uma fazenda. Após o pouso, o avião pegou fogo, e a polícia suspeita que o incêndio tenha sido provocado pelo piloto para eliminar evidências. Um galão de combustível foi encontrado no local do acidente, conforme relatado por um vídeo da operação policial.
De acordo com o coronel Heber Souza Bastos, do 5° Batalhão Rodoviário da Polícia Militar, Ferri havia sido contratado para realizar três viagens de transporte de drogas, com a primeira e a segunda já concluídas com sucesso. A carga apreendida nesta última viagem foi estimada em aproximadamente 343 kg de cocaína, avaliada em R$ 30 milhões.
Captura do piloto
A prisão de Henrique Donizeti Ferri ocorreu a cerca de 5 quilômetros do local do pouso, onde ele estava aguardando a chegada de sua família para ajudá-lo a fugir. A polícia descobriu que o piloto havia se comunicado com seu pai, que deveria fazer um sinal com os faróis do carro para resgatá-lo. No entanto, os policiais utilizaram a mesma estratégia, sinalizando com as luzes e, ao sair da mata, Ferri foi detido.
O coronel Heber Souza Bastos destacou que o piloto intimida um funcionário de uma fazenda vizinha para ajudá-lo a esconder a droga e destruir o celular que poderia servir como prova. A operação envolveu um trabalho conjunto da Polícia Militar e da Polícia Federal, que segue investigando o caso.
A defesa de Henrique não foi localizada até o momento da atualização desta reportagem, e a situação continua a ser monitorada pelas autoridades.
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