O preço do petróleo Brent registrou uma queda significativa, alcançando níveis não vistos desde antes do início da guerra do Irã, com o valor caindo brevemente para menos de US$ 72,48 por barril. Essa cotação foi observada um dia antes dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, antes de se estabilizar em US$ 72,63.

A volatilidade nos preços de energia foi influenciada pela resposta do Irã aos ataques, que resultou no fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo e gás. Desde a assinatura de um Memorando de Entendimento (MOU) entre os EUA e o Irã em 17 de junho, que abriu um período de 60 dias para negociações sobre o programa nuclear de Teerã e outras medidas para encerrar o conflito, os preços do petróleo têm se reduzido.

Recentemente, representantes dos dois países se reuniram na Suíça para discutir a paz, o que levou os EUA a relaxar parcialmente as sanções sobre as exportações de petróleo iraniano. De acordo com a empresa de inteligência marítima Kpler, o número de navios atravessando o Estreito de Ormuz aumentou consideravelmente após a assinatura do MOU.

Entre os navios que cruzaram o estreito estão embarcações transportando petróleo bruto, gás natural liquefeito (GNL), fertilizantes e outros bens. Dimitris Maniatis, CEO da Marisks, uma consultoria de risco marítimo, afirmou que cerca de 80 navios passaram pelo estreito desde a última segunda-feira, após as primeiras conversas de paz entre os EUA e o Irã.

Embora o tráfego tenha aumentado, o número de embarcações ainda está abaixo dos níveis anteriores à guerra, quando mais de 100 navios cruzavam o estreito diariamente. A situação é complicada por centenas de embarcações que ainda aguardam no Golfo.

Nos EUA, os preços dos combustíveis nas bombas aumentaram drasticamente com o início do conflito, e agora a atenção se volta para a rapidez com que poderão cair. O preço médio da gasolina comum no país caiu para cerca de US$ 3,93 por galão, embora ainda esteja acima dos patamares anteriores à guerra.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na quarta-feira uma investigação sobre grandes empresas de energia, acusando a Shell, ExxonMobil e outras de não reduzirem os preços dos combustíveis, mesmo com a queda nos custos do petróleo. “Os preços do petróleo caíram tanto e não estamos vendo isso refletido nas bombas como deveria”, declarou Trump.