O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, retornou a Teerã nesta terça-feira (7) após sua visita ao Iraque, onde participou do funeral do ex-Líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, em Najaf. A informação foi divulgada pela emissora estatal IRIB.
Pezeshkian havia viajado a Najaf para prestar suas homenagens durante o funeral, que se estendeu por vários dias. O corpo do aiatolá chegou à cidade nesta terça-feira, conforme reportado pela agência de notícias estatal IRNA, que também informou que o presidente deixou Najaf nas primeiras horas da quarta-feira (horário local).
Contexto dos ataques dos EUA
O retorno de Pezeshkian para o Irã ocorre em um momento de crescente tensão entre Teerã e Washington, com os Estados Unidos iniciando uma série de ataques ao Irã. Essas ofensivas são uma retaliação a incidentes envolvendo ataques iranianos a navios comerciais na região do Estreito de Ormuz.
De acordo com informações publicadas na rede social X pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM), a ação militar é uma resposta a “ataques iranianos contra três embarcações comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz”. O Exército dos EUA também acusou o Irã de desrespeitar um cessar-fogo, caracterizando suas ações como uma agressão “injustificada”.
Um oficial americano, em entrevista à CNN, afirmou que os ataques realizados “não são proporcionais” e descreveu a situação como uma punição que “não vai acabar tão cedo”.
Alvos da ofensiva
Conforme uma fonte norte-americana informou à Reuters, a ofensiva teve como alvos sistemas de defesa, vigilância costeira, mísseis terra-ar, mísseis de cruzeiro antinavio e bases de lançamento de drones. A escalada de hostilidades entre os dois países levanta preocupações sobre a segurança da navegação e a estabilidade na região, que é crucial para o comércio internacional.
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do mundo, por onde transita uma parcela significativa do petróleo global. A importância estratégica dessa região torna os conflitos locais de particular relevância para a economia mundial.
Comentários (0)
Entre ou cadastre-se para comentar.